Bem-vindo à página oficial do IICT

Nota à navegação com tecnologias de apoio

Nesta página encontra 2 elementos auxiliares de navegação: motor de busca (tecla de atalho 1) | Saltar para o conteúdo (tecla de atalho 2)
14 de Dezembro de 2017
 
Pesquisa Search
Blogue História Lusófona
Uma História Comum, Um Património Partilhado: A Colecção da Missão Antropológica de Moçambique

A ideia de apresentar este tema decorre de um projecto em curso no Departamento de Ciências Humanas do IICT1, que tem como um dos objectivos o estudo e divulgação de uma das colecções do Instituto – a Colecção da Missão Antropológica de Moçambique (MAM). Dentro deste espírito, a colecção foi já apresentada em Moçambique, em Inglaterra e mais recentemente em Portugal no
âmbito do Ciclo de Conferência Ciência nos Trópicos2. Todavia, o reconhecimento da sua importância enquanto testemunho de um património e de uma história que partilhamos com Moçambique confere-lhe também um lugar especial no contexto deste blogue de História lusófona.


Criada em Julho de 1936, a MAM foi chefiada pelo Prof. Santos Júnior. Entre 1936 e 1956, decorreram 6 campanhas de trabalho, cobrindo quase todo o território de Moçambique, recolhendo-se e produzindo-se um imenso e variado conjunto de materiais - materiais arqueológicos e etnográficos, documentação escrita, cartográfica e fotográfica - que, desde 1988, integra o património do IICT.


À excepção do que foi publicado por membros da equipa da MAM, a maior parte desta colecção permaneceu desconhecida em Portugal, onde ao longo do tempo instituições várias se foram substituindo como seus fiéis depositários, e em Moçambique, onde, pela distância, as referências bibliográficas constituiam o essencial do seu conhecimento. Situação que só a partir e 1996 começou a ser alterada em resultado dos trabalhos de inventário e divulgação que, desde então, têm vindo a ser desenvolvidos.


Por razões que não cumpre aqui referir, e apesar do IICT ter patrocinado um livro de homenagem ao Prof. Santos Júnior em 19903, não houve uma inventariação sistemática anterior a 1996, e mesmo as listagens certamente então elaboradas pela equipa da MAM não chegaram às nossas mãos.


O próprio percurso da colecção poderá de certa forma justificar esta ausência. Os materiais embarcados em Moçambique até meados dos anos 50, circularam em Portugal, durante mais de 20 anos entre Lisboa e o Porto, repartindo-se aqui entre gabinetes e salas de exposições temporárias da Faculdade de Ciências e a residência do chefe da Missão, antes de voltarem a Lisboa, nos finais dos anos 80.


Assim, à semelhança de parte biblioteca e equipamento de campo da Missão ainda hoje no Porto, é possível que o primitivo inventário bem como os materiais em falta, como os cadernos de campo, também ali tenham ficado ou se tenham simplesmente perdido, e por isso não são do nosso conhecimento.


Contudo, o que se afigura mais pertinente sobre esta questão é que o desconhecimento ou a ausência desse inventário não permitiu a sua divulgação e impediu, durante décadas, o acesso aos seus materiais, o seu estudo e utilização por investigadores dos dois países que, não raro, insistentemente o solicitaram. Daí a dupla importância que assume este projecto.

 

Por um lado, o inventário, organização e estudo desta colecção possibilitam um melhor conhecimento dos povos que ao longo do tempo tem ocupado o território de Moçambique; sendo que, em simultâneo, se tornam mais evidentes as acções desenvolvidas pela Missão e os contextos específicos em que foram efectuadas as recolhas e/ou a produção e registo de imagens e de documentação.


Por outro lado, a elaboração de um inventário criterioso e a sua ampla e adequada divulgação, permitem disponibilizar um imenso corpus de informação sobre componentes importantes do património histórico-cultural de Moçambique, hoje em Portugal, que pode constituir um valioso suporte de trabalho a várias áreas de investigação; sendo que, neste caso, e pela componente de promoção de acesso ao património, o projecto se inscreve no quadro da iniciativa portuguesa junto da CPLP e corresponde, de forma clara e inequívoca, a um dos compromisso do IICT junto daqueles países.

 

Ainda que não tenha aqui lugar a história da Missão, importa referir que a apesar da MAM ter como principal objectivo a recolha de dados e objectos antropológicos, outras áreas de interesse foram sendo abordadas pelos vários elementos que integraram a sua equipa.


Aproveitando os percursos e itinerários pré-estabelecidos em função de um plano de trabalhos que privilegiava a antropobiologia, desenvolveram-se outras áreas científicas, em estreita ligação com a formação específica e os interesses pessoais dos seus membros, e a capacidade e possibilidade destes os articularem com os objectivos do trabalho de que iam incumbidos. Daqui resultaram não só os primeiros trabalhos que se fizeram no domínio da Arqueologia, Antropologia e Etnologia em Moçambique, como também muitas das colecções etnográficas presentes hoje nos nossos museus.


Deste modo e para além da Antropobiologia, o interesse por outras temáticas levou à recolha de inúmeros dados que possibilitaram então uma visão mais abrangente de Moçambique e que permitem hoje, não só um melhor conhecimento da sua diversidade cultural, como uma outra leitura sobre aspectos do quotidiano e dos usos e costumes das gentes de Moçambique, despida de preconceitos coloniais e de considerações etnocêntricas.


Do trabalho já desenvolvido resultou o inventário e sistematização dos materiais arqueológicos e etnográficos em base de dados4, a utilização de materiais e informação em projectos internos ou de cooperação5, a cedência de peças para exposições e programas televisivos6 e a publicação de estudos específicos relativos a alguns conjuntos de peças,7.

 

Por outro lado, mais recentemente e mercê da colaboração do IICT com o Programa Interministerial de Tratamento e Divulgação do Património, está a proceder-se à revisão do inventário já efectuado e ao registo de imagens com vista à sua disponibilização na internet, por via da aplicação do Programa MATRIZ NET8.


Assim, com o distanciamento que o tempo permite e fazendo uso de outras formas de tratamento de informação e aproximação aos diversos materiais desta colecção, torna-se possível a sua divulgação na perspectiva de contribuir para um melhor conhecimento de um património cultural de Moçambique mas que, também nós, portugueses, partilhamos e que passamos a apresentar.


Espólio arqueológico

 

  

  

Amuralhado de Goméne (1948): Fotos (trabalhos de desmatação e vala de sondagem) e materiais 

 

No que respeita ao espólio arqueológico, o inventário permitiu identificar 96 estações ou sítios arqueológicos da Idade da Pedra e da Idade do Ferro, com preponderância dos primeiros. Ainda que a maior parte das peças provenha de recolhas de superfície e dos poucos trabalhos de escavação que quase sempre se resumiram à abertura de valas de sondagem, estes materiais são hoje importantes
colecções de referência para o estudo da Pré-História e Arqueologia de Moçambique e da África Austral, possibilitando análises e estudos comparativos que podem permitir fazer a ponte com situações actuais.


Por outro lado e ainda que esporadicamente, registam-se situações em que dispomos dos materiais, das fotografias dos sítios onde foram recolhidos e dos trabalhos efectuados9, o que permite perceber as metodologias de trabalho então usadas; o que, naturalmente, não pode deixar de ser significativo do ponto de vista da própria História da Arqueologia, nomeadamente, em Moçambique.


De igual modo, a Carta da Pré-História publicada em 1950, bem como aquela que é possível elaborar acrescentando-lhe as informações e materiais recolhidos posteriormente e que integram este espólio, ainda que sujeitas a confirmação e correcção, constituem uma referência de base indispensável à realização de uma actual Carta Arqueológica de Moçambique e, enquanto tal, como já se referiu, constituiu informação já incorporada no projecto de elaboração da Carta Arqueológica de Moçambique, em curso naquele país10.


Espólio etnográfico

 

 

 

Máscara de Mapico, Tambores do Batuque Likunda, Cabacinhas de curandeiro, Colar com recipiente para mezinha protectora

 

Não menos significativo é o espólio etnográfico, composto por 767 peças, que constituem por si só um importante testemunho da riqueza e diversidade do património cultural de Moçambique. Tal como os materiais arqueológicos encontram um importante complemento na documentação escrita e, sobretudo, na fotografia.


Instrumentos musicais ou objectos de adorno foram frequentemente fotografados a serem utilizados por quem os possuía e usava resultando, por vezes, na sua aquisição. Outros foram desenhados ou documentados em apontamentos tirados em momento de conversa, num registo em que se procurou uma explicação detalhada de pormenores relacionados seja com a sua estrutura seja com o seu uso.


Todavia, apesar desta preocupação em proceder ao registo detalhado sobre as diferentes peças recolhidas, e que por vezes fez com que a própria peça fosse o suporte dessa informação, poucas se encontram devidamente identificadas, sendo que por vezes, essa identificação resulta de pesquisa bibliográfica no âmbito das publicações da MAM, ou da consulta dos manuscritos da colecção.

 

Deste modo, apesar das muitas lacunas de informação, o entrecruzar dos dados disponíveis possibilita a constituição de um corpus de informação que ganha cada vez mais coerência à medida que prosseguem os trabalhos e que, mesmo na impossibilidade de poder elaborar uma carta de recolhas etnográficas exaustiva, evidencia preferências especiais pela recolha de alguns materiais, nomeadamente os instrumentos musicais, os objectos de adorno pessoal e os utilizados em cerimónias e práticas rituais, ainda que nem sempre esta preferência tenha resultado no seu estudo e publicação.


Espólio iconográfico

 

 

 

Fotos, desenhos, notas e cartografia manuscrita

 

Aqui se incluem materiais do período em que decorreram as campanhas em Moçambique, materiais que as precedem e outros com datação posterior que se reportam mesmo a outras regiões. É constituído por fotografias (positivos, negativos e negativos de vidro), filmes, desenhos a carvão e cartografia manuscrita, sendo a documentação fotográfica predominante em relação às outras.


Fotografias

Até à data estão inventariadas e digitalizadas as fotografias das campanhas de 1948 e 1936, testemunhando trabalhos e recolhas efectuadas em Tete e em 24 circunscrições da faixa litoral e sub-litoral Norte, de Chinde a Mocímboa da Praia. Dado que na sua maioria estão devidamente identificadas, constituem um importante recurso para completar lacunas de informação noutras vertentes desta colecção.


Considerando os objectivos específicos da MAM não é de estranhar que a maior parte respeite aos diversos aspectos que interessam à antropologia física. Porém, outras temáticas emergem, tão diversificadas quanto as regiões onde as mesmas foram obtidas e, frequentemente, surgem associadas às imagens onde a antropologia física é suposto ser o tema principal.


Através delas conhecemos as muitas gentes deste país; identificamos tipos de adorno e vestuário, específico de regiões, ocasiões ou mesmo de status no seio da comunidade, reconhecemos formas de celebração e de festividades tradicionais.


O quotidiano e o trabalho bem como o património construído são igualmente temáticas em destaque. No primeiro caso, salientam-se as actividades a que se dedicam as populações; enquanto no segundo, se destacam os diferentes tipos de habitações em função das várias regiões, e os edifícios e obras de arte públicas, eventualmente hoje desaparecidas ou em avançado estado de degradação, que têm aqui um registo preciso, num espaço e tempo próprios.


De igual modo a paisagem, é merecedora de atenção. A informação, por vezes detalhada, sobre estruturas de vegetação e plantas medicinais assume aqui especial relevância quer pelo conjunto de dados respeitante à identificação de espécies, dos seus usos e respectivos locais de ocorrência, quer pelo registo, datado e localizado, da presença de formações vegetais específicas em áreas onde hoje estas já não existem ou se encontram em avançado estado de degradação.

 

Numa mesma perspectiva enquadram-se outras temáticas regionalmente circunscritas, como sejam a utilização do M´ssiro nas mulheres swahili da costa e ilhas a Norte da Ilha de Moçambique, ou as imagens dos cemitérios entre Quelimane e Moçambique. Qualquer destes registos, foram apenas profusamente fotografados nestas regiões, seja porque muito dificilmente o poderiam ser noutros locais, seja porque constituem elementos culturais específicos dos grupos populacionais que nelas viviam. E é justamente este aspecto que mais nos interessa numa perspectiva de contribuir para o conhecimento, a salvaguarda e a preservação do património histórico-cultural de Moçambique; aspecto este que assume particular relevância no caso dos cemitérios, seja porque o seu desaparecimento ou a sua deslocação para
outros locais é resultado de um conjunto de factores não necessária e directamente relacionados com a imposição da ordem colonial, seja porque testemunham a utilização de materiais e formas de os trabalhar que se inscrevem num conjunto de saberes e práticas tradicionais que, cada vez mais, importa recuperar.


Deste modo, a fotografia revela claramente que a antropobiologia não polarizou as atenções da equipa da Missão. De forma deliberada ou não, outras temáticas foram registadas e, ainda que não tenham sido consideradas como objecto de investigação sistemática, permitem hoje uma outra leitura e a possibilidade desta vir a constituir matéria para outras áreas de investigação.


Desenhos
Os desenhos - esboços e desenhos a carvão feitos pelo próprio Santos Júnior -, agrupam-se em dois núcleos distintos, respectivamente, o desenho dos materiais etnográficos que integram o espólio e onde frequentemente se indica o nome da peça, de que é feita, como funciona, quanto é que custou ao seu proprietário ou quanto custou à Missão adquiri-la; e o desenho de diferentes características físicas -
orelhas e narizes, mãos e pés, tatuagens, mutilações várias… - estudadas pela equipa da MAM.


Cartografia manuscrita
Se o desenho se revela um importante suporte das recolhas e observações feitas, a cartografia permite precisar temáticas, como no caso da Carta Etnológica de Moçambique, que tem nesta colecção os vários originais manuscritos e sucessivamente corrigidos antes da sua publicação respectivamente em 1950 e
1956; ou espaços, de maiores ou menores dimensões, onde se realizaram os trabalhos, como no caso das várias cartas das circunscrições percorridas. Estas últimas são particularmente significativas porquanto permitem identificar e localizar sítios de recolhas; precisar a localização de povoações e regulados já desaparecidos ou designados hoje de forma diferente; ou ainda relacionar esses regulados com a distribuição dos grupos populacionais em cada uma das circunscrições. Na sua maioria foram elaboradas pelos colaboradores da Missão e o registo foi feito em articulação com os itinerários previstos por campanha tendo em conta, por cada circunscrição, a sua sede administrativa, os regulados existentes e todos os locais onde a equipa da Missão efectuou trabalho.


Por sua vez, estas cartas estão directamente relacionadas com o espólio documental onde se complementam com as listas das circunscrições e respectivas sedes bem como com os dados sobre a população e sua distribuição, nas décadas de 40 e 50, que integram o imenso manacial de documentos produzido pela Missão.


Espólio documental
É essencialmente composto por documentação manuscrita ainda que coexistam alguns originais e cópias dactilografados. Uns e outros reportam-se não só ao período em que decorreram as várias campanhas, como a estudos posteriores efectuados por elementos da MAM, ou que de alguma forma com ela colaboraram.


São centenas de documentos11, organizados por local de recolha ou temática estudada, de que apenas uma pequena parte está inventariada. Contudo, uma primeira triagem e arrumação permitiu já avaliar a sua importância e perceber que pode ser usada para colmatar lacunas relativas aos outros materiais, prevendo-se que a sua inventariação venha permitir um melhor enquadramento da globalidade da
colecção.


Neste contexto, mais do que as tabelas de medidas e os índices descritivos, assumem especial relevância os registos de conversas e os inquéritos realizados às populações aquando da recolha de informações de natureza antropobiológica. Estes permitem traçar um quadro amplo e diversificado das populações, suas
características e distribuição regional, tornando evidentes as especificidades de cada grupo, e de cada grupo no contexto regional.


Também aqui se torna notório que o estudo antropológico das populações não esgota o objectivo dos inquéritos. Sob a designação de inquéritos etnográficos, desenvolve-se um esquema-tipo de abordagem que comporta dados sobre o perfil social e étnico do indivíduo inquirido, num quadro regional geralmente bem identificado que se faz acompanhar do vocabulário base necessário e adequado às perguntas e respostas pretendidas, e que podemos considerar uma versão rudimentar dos modernos guiões de entrevistas usados por antropólogos e sociólogos.


Parece pois evidente que esta colecção, considerada na sua globalidade, constitui hoje um importante repositório de informação que merece e deve ser divulgado na perspectiva do conhecimento e da partilha de um património comum e independentemente dos contextos mais ou menos conflituosos que possam ter estado na sua origem.


A História vive-se, a memória constrói-se, o património partilha-se. Neste sentido, o inventário, estudo e disponibilização desta colecção poderá constituir um instrumento precioso não só para o seu conhecimento, como sobretudo para poder recuperar para a História, os registos, memórias e momentos que a História até agora não contou.

 

 

Lisboa, 22 de Dezembro de 2006

Ana Cristina Roque
Investigadora Auxiliar do IICT

 

 

(1) Projecto Missões Científicas e Ciência Colonial – Estudo do Espólio da Missão Antropológica de Moçambique (1936-1956).
(2) ROQUE, A. C. e FERRÃO, L. - IV Reunião Internacional de História de África, Maputo, 8-11 Set.2004; 1st European Conference of African Studies, SOAS, London, 29th June/3rd July, 2005 - African Research & Documentation: Journal of the Standing Conference on Library Materials on Africa, 99, London, p. 27-34; Conferência “Património, Memória e História”, IICT, 28 Jun.2006.

(3) RODRIGUES, C. (coord.de), (1990), Homenagem a J.R.dos Santos Júnior, 2 vols., Lisboa, IICT.

(4) ROQUE, A.C. (2002) “Espólio da Missão Antropológica de Moçambique – Parte I – Apresentação do espólio e inventário dos materiais arqueológicos”, Leba, Lisboa, 8, p.7-244 e “Espólio da Missão Antropológica de Moçambique – Parte II – Apresentação do inventário dos materiais etnoarqueológicos”, Leba, Lisboa, 9 (entregue para publicação)
(5) Carta Arqueológica de Moçambique: Fase I – Idade da Pedra. Projecto de cooperação entre a unidade de Pré-História e Arqueologia do Depto.de Ciências Humanas do IICT e Depto. de Arqueologia e Antropologia (DAA) da Univ.Eduardo Mondlane (UEM), com financiamento da FCT (2000-2003); Terras de Sofala: Persistências e mudança. Contribuições para a História da Costa Sul-Oriental de África nos séculos XVI-XVIII – Projecto do IICT (2001-2004) e Saberes e Práticas Tradicionais em Sociedades Tropicais - Projecto interdepartamental do IICT a iniciar em 2007.
(6) Foram disponibilizadas peças para as exposições: Os Espaços de um Império, CNCDP, Porto, 1999 e Na dupla sombra das Árvores, Lisboa, JMAT-IICT, 2006, bem como para a série documental Encontros de África, realizada em 1999 pela RTP e para as reportagens da TVCiência em 2006.
(7) Vejam-se, os trabalhos de MENEZES, P., Acheulean occurences in Southern Mozambique, Rutgers Univ. 1996; ROQUE, A.C., Moçambique: o Corpo e os Corpos”, Catálogo da Exposição Culturas do Índico, CNCDP, Lisboa,1998; Catálogo da Exposição Os Espaços de um Império, CNCDP, Porto, 1999. “Conversas com Artur Mafumo, Ñanga da Matola”, Anais de História de Além-Mar, Lisboa, I, 2000, p. 33-52 e “Meeting Artur Mafumo and his Practices” in Beatrice Nicolini (coord.), Studies in Witchcraft, Magic, War and Peace in Africa: 19th and 20th Centuries, E. Mellen Press, Lampeter, UK,
2006. Para além dos trabalhos decorrentes do projecto, alguns materiais foram também utilizados por outros colegas, designadamente, DUARTE, R.T., Northern Mozambique in the Swahili World-an archaeologgical aproach (MsD, DAA/UEM, Univ.Uppsala,1993); MENEZES, P., New methodological approaches to the study of the Acheulean from Southern Mozambique (PhD, DAA/UEM, Rutgers
Univ.,1996); RODRIGUES, C., Arqueologia e Antropologia em Moçambique, nas missões científicas da Junta de Investigação do Ultramar 1936-1972 (dissertação de doutoramento, IICT/Univ.Coimbra, 2005).
(8) Trabalho em curso, da responsabilidade da Dra. Marta Costa, Bolseira da FCT
(9) Caso da estação arqueológica de Goméne (Mécufi / Cabo Delgado)

(10) A primeira fase deste projecto, respeitante à Idade da Pedra, terminou em 2003 e beneficiou directamente dos materiais e informações desta colecção. Vd. nota 5.

(11) Textos, relatórios, originais e cópias das tabelas e índices descritivos relativos às populações estudadas, inquéritos etnográficos e linguísticos, apontamentos, registo de conversas com régulos e curandeiros, correspondência pessoal e estudos respeitantes à situação do Ensino Primário em Moçambique nos anos 40-50.

2007-01-22
© 2007 IICT - Instituto de Investigação Científica Tropical
Rua da Junqueira, n.º 86 - 1º, 1300-344 Lisboa | Tel: 21 361 63 40 | Fax: 21 363 14 60 | email: iict@iict.pt