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29 de Maio de 2017
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Apresentação ao Conselho Geral da ELO

Teve lugar no passado dia 18 de Outubro uma apresentação do coordenador do Grupo de Trabalho da Internacionalização e Desenvolvimento ao Conselho Geral da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e a Cooperação (ELO). A sessão foi conduzida pelo Dr. Francisco Murteira Nabo, Presidente deste Conselho, que saudou a disponibilidade do Professor Braga de Macedo para apresentar o Relatório neste Conselho.
 

A sessão teve início com uma abordagem genérica ao relatório, tendo sido enunciada a extensa agenda de trabalhos, a diversidade de entidades ouvidas e o número total de páginas submetidas. O Professor Braga de Macedo chamou também a atenção para o facto de o relatório reflectir as posições individuais dos membros do grupo de trabalho e os consensos obtidos. Realçou ainda a inovação da proposta, que tem o processo como ponto de partida, menorizando a discussão sobre as tutelas e o cansaço visível com as repetidas fusões de entidades. Pela primeira vez é também aconselhada a inclusão do Ministério das Finanças no órgão consultivo da internacionalização, bem como a representação constante dos seus membros constitutivos. Referiu ainda algumas críticas pela ausência de audições a investidores estrangeiros e justificou tal facto com o curto espaço de tempo disponível para o grupo de trabalho assim como a altura do ano em que as audições tiveram lugar, o mês de Agosto. No âmbito do trabalho preparatório, é de realçar o entrosamento entre o Público e o Privado e ainda de regista a mudança dos pólos de riqueza introduzida com os BRICs que tem dificultado, a nível regional, a distinção entre internacionalização da economia portuguesa e o desenvolvimento global.
Terminada a apresentação, o Dr. Francisco Mantero, Presidente da Direcção da ELO, recordou a participação e o envolvimento da ELO e realçou a necessidade de utilizar as instituições existentes de forma coordenada e constante. Sublinhou o testemunho de José Santos - INSEAD que considera muito relevante a percepção positiva dos portugueses como sinónimo de confiança e qualidade.
Os restantes membros do Conselho presentes, convidados a participar, foram unânimes a reconhecer que, perante a actual economia global, a internacionalização é essencial para o desenvolvimento económico do país. Assim, torna-se necessário que as empresas adoptem uma cultura de internacionalização tanto no estabelecimento das suas estratégias económicas como na composição dos seus quadros. Recorrendo à experiência de internacionalização vivida pelas suas próprias empresas, a maior parte dos membros admitiu que esta foi feita sem qualquer apoio do estado, chegando mesmo a propor que as grandes empresas não carecem de apoio para a internacionalização. Este, sim, deve ser dado às PME, que constituem o grosso do tecido empresarial português. O apoio deve ser constante e unificado, independentemente da tutela a que ficar sujeito. As PME encontram grandes dificuldades perante a diversidade de tutelas e agências.
 

Essencial também, considerou a maior parte dos membros, a sensibilização do corpo diplomático para os problemas económicos, pedindo-se uma melhor articulação entre os embaixadores e os adidos comerciais. O facto de os portugueses gozarem de excelente reputação no estrangeiro e de serem muito procurados pela sua qualidade e “know how” deve ser explorado por todas as redes, formais e informais. Por outro lado, Portugal coloca-se numa posição estratégica muito importante de ligação entre os mercados chinês, indiano e CPLP. Esta comunidade deverá significar um mercado muito superior aos 250 milhões de pessoas, se se considerarem as economias regionais com quem os países daquela organização têm estreitos laços comerciais.
 

Por último, foi abordada a problemática do financiamento da internacionalização, considerado grande problema para as PME, uma vez que a captação de recursos é difícil e a procura de novos mercados é cara e exige recursos humanos especializados.
No final das intervenções, o Dr. Francisco Mantero apontou para o consenso do grupo de trabalho quanto à necessidade de unificação das redes, considerando a problemática da tutela não essencial. Quanto ao financiamento, enfatizou a necessidade de recolocar e racionalizar os fundos.
 

O Presidente do Conselho terminou, agradecendo mais uma vez as explicações sobre o relatório e tecendo algumas considerações sobre a internacionalização. Segundo ele, a perda de competitividade deve-se à falta de visão, a não se ter entendido as mudanças que levaram ao mundo actual. Portugal não tem alternativa senão internacionalizar-se. Para tal, é necessário melhorar a articulação entre empresários (com experiência) e instituições. Não há internacionalização sem cultura de internacionalização. Assim, as embaixadas e as redes de apoio, mesmo que de forma descomprometida, devem estar abertas a novas mudanças. A articulação politico-empresarial poderá ser feita através de uma “task force” instituída para aconselhar. A ELO pode ter um papel activo, enquadrado na CIP com vocação para a CPLP. As questões de financiamento deverão ser o foco de um organismo único, eventualmente a SOFID.

 

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