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30 de Março de 2017
 
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Reservas Técnicas Visitáveis

 RESERVAS TÉCNICAS VISITÁVEIS

  

Reservas Técnicas

Organizadas segundo o conceito de reserva técnica visitável, as coleções históricas e científicas do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), reunidas ao longo da sua existência, constituem uma infra-estrutura à investigação e à sociedade, na promoção e estímulo do seu desenvolvimento.

 

A preservação das coleções é a missão prioritária de modo a assegurar a sua salvaguarda futura e a garantir a divulgação e o acesso a este património único, resultante de práticas científicas no terreno em contexto colonial, de valor inequívoco enquanto testemunho representante de saberes enraizados na diversidade de culturas de onde são originários.

 

A organização deste espaço encontra-se ainda em curso, no entanto é  possível desde já, a sua visita mediante marcação prévia.

 

Atualmente, o espaço está organizado em 4 salas:

 

R1 - Área de apoio 

 

R2 - Coleção da Missão Antropológica de Moçambique

 

R3 - Coleção do antigo Museu Agrícola Colonial

 

R4 - Coleção da Missão Antropológica e Etnológica da Guiné

 

Localização:

Palácio dos Condes da Calheta

Rua General João de Almeida, 15 / 1300-266 Lisboa

 

Marcação de visitas:

Marta Costa / Branca Moriés

Tel: 213616340

e-Mail: martacosta@iict.pt / branca.mories@iict.pt

 

 

 

 

 

Reserva 2 - Missão Antropológica de Moçambique

 

Coleção da Missão Antropológica de Moçambique

Criada em 1936, a Missão Antropológica de Moçambique (MAM) desenvolveu os seus trabalhos ao longo de 6 campanhas – 1936, 1937/38, 1945, 1946, 1948 e 1955/56 – chefiadas por J. R. de Santos Júnior, sob orientação de Mendes Corrêa. Inicialmente, o trabalho seria feito em articulação com a Missão Geográfica de Moçambique à qual a MAM ficaria oficialmente agregada até à reestruturação de 1945.

A recolha de dados antropobiológicos dos vários povos de Moçambique constituía o núcleo central dos trabalhos. Procedia-se ainda à recolha complementar de dados de natureza etnográfica e arqueológica, fundamentais para o conhecimento efetivo das populações, entendido como um poderoso instrumento ao serviço da “política indígena” que se pretendia implementar.
A equipa da MAM percorreu a quase totalidade do território, procedeu a levantamentos e inquéritos etnográficos e linguísticos, recolheu dados sobre a ocupação pré-histórica dos territórios e realizou prospeções e escavações arqueológicas. Fotografou aspetos do território e do quotidiano das populações e registou aspetos particulares da cultura material, dos saberes e das práticas tradicionais.
A coleção reunida pela MAM é de grande importância e significado do ponto de vista do património histórico-cultural de Moçambique, como se demonstra pelos materiais incorporados nesta reserva.

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Reserva 3 - Museu Agrícola Colonial

 

Reserva 3 - coleção do Museu Agrícola Colonial

Na Reserva 3 encontra-se parte do acervo remanescente do antigo Museu Agrícola Colonial (MAC). Inaugurado neste mesmo edifício em 1929, o MAC destinava-se a divulgar os produtos agrícolas e florestais das colónias portuguesas, as suas potencialidades económicas e os seus usos sociais e culturais. Paralelamente devia apoiar o ensino da agronomia e da silvicultura coloniais. Ao longo da sua existência, as suas coleções foram reforçadas com novos produtos enviados pelos governos coloniais e foram mostradas em exposições nacionais e estrangeiras, nomeadamente de âmbito colonial.

Inicialmente organizado segundo o critério geográfico da proveniência dos produtos, configurado a cada uma das colónias portuguesas, passou em 1961 a organizar-se em função dos produtos expostos: cereais, amidos, forraginosas, frutos, legumes, oleaginosas, plantas medicinais, taninosas, tintoriais, condimentos, tabaco, resinas, borrachas, cera, madeiras, café, cacau, chá, açúcar, fibras vegetais. Além destes produtos e de alguns exemplares de fauna, o Museu expunha também utensílios domésticos, alfaias agrícolas e artesanato, atualmente reunidos nesta Reserva, e que traduziam formas de utilização dos recursos naturais das colónias.

 

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Reserva 4 - Missão Antropológica e Etnológica da Guiné

 

 

Coleção MAEG - Máscara de hipópotamo

A Missão Antropológica e Etnológica da Guiné (MAEG) percorreu quase todo o território em duas campanhas: de abril a agosto de 1946; de dezembro de 1946 a maio de 1947.

Destinada a coligir informação fiável que reforçasse a administração colonial na Guiné, a Missão decorreu num cenário de pós-II Guerra Mundial pautado por novos equilíbrios geopolíticos, num momento em que a Junta das Missões Geográficas e Investigações Coloniais (JMGIC) fora remodelada recentemente e a produção do saber colonial se concentrava na melhoria das condições de vida das comunidades locais e na exploração eficiente dos territórios colonizados. 
Mendes Corrêa (1888-1960), então presidente da JMGIC, diretor da Escola Superior Colonial (1906) e Professor de Antropologia Física da Universidade do Porto (1946), orientou a Missão a partir da metrópole. No terreno, coube ao zoólogo Amílcar de Magalhães Mateus coordená-la, acompanhado de sua mulher, Emília de Magalhães Mateus, e dos ajudantes Marques de Almeida Júnior e Manuel Pimenta, embora sem a colaboração de um etnólogo, conforme programado de início.

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