Bem-vindo à página oficial do IICT

Nota à navegação com tecnologias de apoio

Nesta página encontra 2 elementos auxiliares de navegação: motor de busca (tecla de atalho 1) | Saltar para o conteúdo (tecla de atalho 2)
30 de Março de 2017
Pesquisa Search
Notícias / Histórico de Notícias
Conferência: O contrabando e a fuga de escravos na política portuguesa para o Rio da Prata, 1777-1808

 VIII ciclo conferências

 
Conferência: O contrabando e a fuga de escravos na política portuguesa para o Rio da Prata, 1777-1808
 
29 de Maio, pelas 17.30 horas
 
Conferencista: Gabriel Aladrén (Investigador de Pós-Doutoramento no Departamento de História da Universidade de S. Paulo)
 
Comentador: Manuel Lobato (Centro de História do IICT)
 
 Planta Topográfica da Praça da Nova Colónia  
                      “Planta Topografica da Praça da Nova Colonia com o seu Dessenho”, 1736
Arquivo Histórico Ultramarino, Cartografia Manuscrita
 
A história das disputas políticas, militares e diplomáticas entre Portugal e Espanha pelos domínios coloniais no Rio da Prata é largamente conhecida. Tradicionalmente, os historiadores examinam o tema, enfatizando os conflitos sobre os limites territoriais entre os estados, os direitos de comércio e navegação, o problema do contrabando e da passagem de gado pela fronteira, e as alianças transnacionais das elites regionais. No contexto das reformas ilustradas e da reorganização dos impérios coloniais após a Guerra dos Sete Anos, acelerou-se o processo de ocupação demográfica e integração econômica da região, acompanhado pela expansão da escravidão, tanto nos domínios portugueses como nos espanhóis. Ao assumirem papel de relevo nos projectos dos reformadores ibéricos e na economia platina, o tráfico negreiro e a escravidão tiveram um importante impacto na condução da política portuguesa para o Rio da Prata. Neste trabalho, examina-se o contrabando de escravos do Brasil para Montevideu e Buenos Aires e a fuga de escravos na fronteira platina. Analisam-se, nesse contexto, os interesses de grupos sociais em torno de tais questões, inquirindo a maneira como eles foram incorporados pela diplomacia portuguesa e, secundariamente, pela espanhola, entre 1777 e 1808.
 
Gabriel Aladrén é pós-doutorando no Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP). Graduou-se pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e concluiu o mestrado e o doutoramento na Universidade Federal Fluminense (UFF). As suas pesquisas exploram a história da escravidão no Brasil e na América espanhola, nos séculos XVIII e XIX. Atualmente, desenvolve pesquisa sobre o impacto da escravidão na elaboração da política externa luso-brasileira para o Rio da Prata, entre 1777 e 1828. A sua tese de doutoramento, defendida em 2012, discute as relações entre escravidão e guerra no processo de constituição da fronteira sul do Império luso-brasileiro. A sua dissertação de mestrado, publicada sob o título Liberdades negras nas paragens do sul (Editora FGV, 2009), examina as alforrias e a vida social e econômica de libertos no Rio Grande do Sul.
 
Sala do Brasil (AHU),Calçada da Boa-Hora, nº 30, Lisboa
Informações: ahu@iict.pt tel.: 213616330
2014-05-08
© 2007 IICT - Instituto de Investigação Científica Tropical
Rua da Junqueira, n.º 86 - 1º, 1300-344 Lisboa | Tel: 21 361 63 40 | Fax: 21 363 14 60 | email: iict@iict.pt