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28 de Julho de 2017
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Notícias / Histórico de Notícias
Documentação da Missão de Estudos do Habitat Nativo da Guiné na posse do Arquiteto Fernando Schiappa Campos vai ser doada ao IICT
ColecaoSchiappaCampos
Bijagós. As casas são feitas pelas mulheres. Guiné-Bissau. MEHNG-1959-60. F.Schiappa Campos

Terá lugar a assinatura do contrato de doação do fundo documental na posse do Arquiteto Fernando Schiappa Campos, no próximo dia 26 de maio às 17h00, no Arquivo Histórico Ultramarino (AHU).


Este contrato prevê o depósito no AHU dos cerca de 2500 exemplares de documentos textuais, desenhos e fotografia, resultantes da Missão de Estudos do Habitat Nativo da Guiné (MEHNG) de 1959-1960, que o arquiteto chefiou à data.

 

 

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Manjacos. Desenho de Morança do chefe da povoação. Chulame. Guiné-Bissau. MEHNG-1959-60. F.Schiappa Campos

 

O AHU marcará a iniciativa com uma pequena mostra documental e com uma conferência proferida pela Arquiteta Ana Vaz Milheirosobre a temática da arquitetura colonial, em particular sobre a importância do espólio deste arquiteto ao serviço do Gabinete de Urbanização do Ultramar.

 

Ao IICT caberá a responsabilidade futura de proceder ao inventário, tratamentos de conservação preventiva e digitalização de provas fotográficas em papel p/b, negativos, slides, plantas, desenhos e cadernos de campo, tendo em vista a futura divulgação e o acesso público, nomeadamente no Arquivo Científico Tropical Digital (ACTD).

 

O enriquecimento do património científico do IICT com a doação deste espólio resulta de um processo de trabalho que tem vindo a ser realizado com outros elementos integrantes de missões científicas aos antigos territórios ultramarinos, no âmbito de investigação conduzida pela equipa PST - Promoção do Saber Tropical.

 

    

Resumo da Conferência

 

Fernando Schiappa de Campos. O arquitecto do moderno colonial
(Notas sobre a importância do espólio de um antigo arquitecto ao serviço do Gabinete de Urbanização do Ultramar)

Ana Vaz Milheiro

 

O arquitecto Fernando Schiappa de Campos (n. 1926), frequenta a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (ESBAL) onde se diploma arquitecto em 1954. O seu contacto com os antigos territórios coloniais portugueses inicia-se logo a seguir à conclusão do curso.

 

Em 1956 está ao serviço do Gabinete de Urbanização do Ultramar (GUU) como arquitecto tarefeiro. Será então um dos responsáveis pela redacção das Normas para as instalações dos Liceus e Escolas do Ensino Profissional nas províncias ultramarinas (1956). Entre 1956 e 1960, Schiappa de Campos assina, individualmente ou em parceria, diversos equipamentos escolares, casos dos projectos para as Escolas Técnicas Elementares de Silva Porto, Malange, Nampula e Inhambane, as Escolas Comerciais Freire de Andrade (Beira) e de Quelimane, ou o Liceu de Nova Lisboa.

 

A sua actuação não é exclusivamente dedicada às novas escolas, estendendo-se aos mais variados programas. Fá-lo sempre dentro de um exercício que transmite modernidade através do cumprimento de normas técnicas expressas no controlo da insolação e assegurando a ventilação transversal, mesmo que os alçados reproduzam um ideário historicista. Estas medidas caracterizam o essencial de qualquer projecto para as regiões tropicais. Obras como as instalações do Banco Nacional Ultramarino em Díli e as habitações dos respectivos funcionários (1968) revelam um domínio excepcionais dos princípios da Arquitectura Tropical.

 

2014-05-21
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