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17 de Novembro de 2018
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Governo lança Agenda Digital 2015
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Realização: TV Ciência

Data: 2010

Produção: TV Ciência

Duração: 7'11'''

Sinopse:

Portugal possui agora uma Agenda Digital até 2015 que vem substituir o Plano Tecnológico. Um conjunto de medidas que o Governo lança para serviços nas áreas da saúde, ensino, energia e Redes de Nova Geração.

Contextualização:

O Governo estabelece um conjunto de medidas de acção para a área digital e que designa por Agenda Digital 2015. As medidas, agora anunciadas, são consideradas pelo Governo, essenciais para o sucesso económico do país.

 

«A matéria que diz respeito à Agenda Digital, isto é, à promoção de uma mudança na área das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) é absolutamente decisiva para o sucesso da nossa economia», afirma o primeiro-ministro José Sócrates e adianta que «é por isso que estamos aqui a apresentar esta Agenda Digital para que todos saibam que a área tecnológica, que o desenvolvimento das TIC continua a ser uma área essencial para a inovação, para a modernização e para o sucesso económico do nosso país. É isto que significa esta Agenda Digital».

 

Uma Agenda Digital com cinco eixos de acção: Redes de Nova Geração (RNG), Melhor Governação, Educação de Excelência, Saúde de Proximidade e Mobilidade Inteligente. Mas é nas Redes de Nova Geração que o Primeiro-ministro coloca mais ênfase.

 

«Pela primeira vez, vamos ter RNG que vão chegar sensivelmente ao mesmo tempo a todos os cidadãos portugueses do interior ou do litoral. E isso resulta da opção que o Governo fez, já no ano passado, por fazer concursos em que subsidia parte do investimento que vai ser feito no interior do país, justamente porque temos consciência que as RNG e o acesso a elas é absolutamente determinante para espevitar o crescimento económico e para dar mais oportunidades», explica.

 

No total, o investimento previsto no desenvolvimento da infra-estrutura básica das RNG, serviços e conteúdos é de 2,5 mil milhões de euros até 2012. «Mil e cem milhões é o que os operadores estimam investir em RNG, no mercado. Seiscentos milhões é aquilo que eles estimam investir em serviços, em conteúdos, em novas soluções para o mercado global. Setecentos e cinquenta milhões é aquilo que os operadores estimam investir em actualizar as redes que têm, os serviços, as ofertas que têm. E duzentos milhões é aquilo que está incluído no programa Redes Rurais, esse sim um programa em que houve três concursos públicos para levar a RNG ao interior e programa esse que tem comparticipação pública directa de cento e seis milhões de euros», explica Carlos Zorrinho, Secretário de Estado da Energia e da Inovação.

 

Com o investimento previsto, as Redes e os serviços de nova geração devem chegar a qualquer parte do país. «Teremos cobertura 100% de rede fixa em RNG maior ou igual a 50 Mb/s. No caso dos hospitais, por exemplo, 1Gb, no caso dos Centros Saúde 100 Mb/s, no caso das escolas 100 Mb/s, mas maior ou igual que 50 Mb/s. Oferta generalizada a serviços residenciais de nova geração, disponibilidade generalidade de serviços Nova Geração multi-terminal, criação de um cluster, um conjunto de serviços partilhados, enfim, esta definição ‘bus’ é o modismo que neste sector se usa muito de serviços complementares sobre RNG para as empresas, que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em Portugal em 2015 seja gerado por este sector, neste momento são 7,2%», refere o Secretário de Estado.

 

A Agenda Digital prevê que surjam novos serviços na educação, como seja um Tutor Virtual para a Matemática. «Um ponto a que atribuo muita importância, pessoalmente talvez considere o mais importante de todos, que é a utilização destas redes para poder fazer com que a escola possa melhorar no apoio aos estudantes no domínio da aprendizagem da matemática. Sabemos que esse é um desafio fundamental para o país moderno, que temos ainda défices nessa área, porque não utilizar uma ferramenta que chega a casa de todos, ao computador de todos os alunos, ao computador que pode ser utilizado pelos pais para pôr tutores a explicarem como avançam e como se resolvem os exercícios ou também a existência de cadernos de exercícios que circulem nas redes de Nova Geração, na internet, para auxiliar as aprendizagens», afirma Vieira da Silva, Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento.

 

Mas não é só a educação a beneficiar com as RNG, na saúde, destacam-se serviços de tele-medicina. «A saúde é uma das áreas que mais vai beneficiar e evoluir com as TIC, pela simples razão de que precisa de comunicar com imagens e dados, muito poderoso. A tele-medicina é uma área em grande exploração e em grande desenvolvimento», explica José Sócrates e adianta «penso que a saúde em Portugal pode e vai mudar muito com as TIC e tenho a certeza que isso será um desafio para as empresas e para os operadores porque a área da saúde muito beneficiará em termos de eficiência e de eficácia com mais projectos no domínio das TIC».

 

O desenvolvimento de conteúdos, em língua portuguesa, para as RNG tem apresentado, até agora, grande fragilidade. «Tem toda a razão», afirma o Ministro da Economia e adianta que «a prioridade aos conteúdos é talvez uma das mudanças, uma correcção de agulha ou um enriquecimento do Plano Tecnológico agora no desenvolvimento da Agenda Digital. Nós, nomeadamente na área da educação, vamos atribuir muita importância a essa e a procura pública, ou seja, o Estado vai ter um papel muito importante, mas também o sector privado para que se desenvolvam conteúdos que possam ser utilizados, já que temos uma rede, temos os seus terminais, agora precisamos que eles sejam eficientemente utilizados. E não apenas naquelas dimensões mais correntes, mas nomeadamente, na produção de conteúdos com capacidade de melhorarem as nossas aprendizagens».

 

O Governo projecta que as medidas da Agenda Digital devem até 2013 contribuir para 3 mil milhões de euros de actividade económica, ou seja, 1,8% do PIB, originar directa e indirectamente 15 a 20 mil postos de trabalho qualificados e reduzir em 1,4 mil milhões de toneladas as emissões de CO2.

 

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