Bem-vindo à página oficial do IICT

Nota à navegação com tecnologias de apoio

Nesta página encontra 2 elementos auxiliares de navegação: motor de busca (tecla de atalho 1) | Saltar para o conteúdo (tecla de atalho 2)
30 de Março de 2017
Pesquisa Search
Vídeos
Programa de financiamento europeu Horizonte 2020 pode aumentar emprego de cientistas em Portugal
Para fazer download do Flash Player, clique aqui.

Realização: TV Ciência

Data: 2013

Sinopse:

A ligação entre as Universidades e as empresas é condição fundamental para o Programa Europeu para a Investigação e Inovação - Horizonte 2020. Para Portugal poderá ser estratégico para aumentar o emprego de investigadores o desenvolver PMEs inovadoras.  

Contextualização:

Jornalista: Lúcia Vinheiras Alves / Imagem e Edição: António Manuel

 

O mais ambicioso programa europeu em investigação e inovação, o Horizonte 2020, para o período 2014 a 2020, possui um orçamento total de quase 80 mil milhões de euros.

 

A sessão de lançamento oficial em Portugal do Horizonte 2020 ou Programa-quadro de apoio à investigação e inovação, contou com a presença de Nuno Crato, Ministro da Educação e Ciência e Robert-Jan Smits, Diretor-geral da de Investigação e Inovação da Comissão Europeia.

 

Para Nuno Crato, Ministro da Educação e Ciência os fundos europeus de apoio à investigação são uma oportunidade para Portugal, mas alerta que o acesso vai ser competitivo.

 

«Estes são fundos competitivos, não é dinheiro distribuído pelos países de forma proporcional, é dinheiro competitivo que Portugal pode ir buscar para projetos, isto significa que há mais dinheiro para projetos internacionais, mas significa também que nós portugueses temos de nos preparar melhor para ir buscar esse dinheiro através de projetos», explicou o Ministro da Educação e Ciência.

 

Nuno Crato acrescentou que «para o fazermos temos de desenvolver a excelência, dado que a Europa só vai financiar projetos que sejam excelentes, de investigação fundamental de ponta e decisivos para o avanço da ciência».

 

O orçamento do H2020 vai repartir-se por 24,4 mil milhões euros para a Excelência Científica, 17 mil milhões de euros para a Liderança Industrial, 29,7 mil milhões de euros para projetos relacionados com os Desafios Societais, 2,7 mil milhões de euros para o Instituto Europeu para Inovação e Tecnologia, 1,6 mil milhões de euros para o Eurotom e 3,2 mil milhões de euros que serão repartidos por outras áreas.

 

Leonardo Mathias, Secretário de Estado Adjunto e da Economia referiu que o Horizonte 2020 é muito mais vantajoso em termos de financiamento para as Pequenas e Médias Empresas (PMEs) europeias do que os anteriores Programas-quadro.

 

«Quando o H2020 foi proposto, a União Europeia (UE) prometeu fazer um esforço especial para apoiar as PMEs. A UE mantém essa promessa ao alocar 500 milhões nos próximos dois anos a instrumentos para as PMEs», adiantou Leonardo Mathias.

 

O Secretário de Estado Adjunto e da Economia disse ainda que «mais dinheiro do que alguma vez existiu vai estar disponível para atividades de testar, prototipar, demonstrar e atividades piloto, para investigação e desenvolvimento impulsionados por empresas, para promover o empreendedorismo, o risco e moldar o Homem para produtos e serviços inovadores».

 

«O Horizonte 2020 não é apenas sobre inovação e investigação, cruciais como são, mas tem ambições muito maiores que têm um papel muito importante na luta da Europa por empregos e crescimento sustentável e inclusivo», concluiu Leonardo Mathias.

 

Uma das grandes ênfases do Horizonte 2020 é a ligação da investigação com as empresas, ou seja, para garantir a transferência de conhecimento para a economia.

 

Sobre este assunto, Nuno Crato afirmou que «as empresas portuguesas estão bem conscientes da importância das atividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D). Mas vamos dizê-lo abertamente: precisamos de ir muito mais longe e esta consciencialização crescente deve ser transformada em ação crescente».

 

O Ministro disse ainda que «precisamos de empreendedores e de empresários, empresários confiantes com a cultura empresarial de que o conhecimento beneficia ao integrar a ciência e a investigação nas suas atividades. Uma cultura empresarial consciente do grande valor acrescentado de novas ideias e novas tecnologias».

 

Investigação, conhecimento, empresas e economia são partes de um todo interligado e Nuno Crato reforçou que no novo Programa-quadro esta é a condição chave para aceder aos fundos.

 

«Os nossos centros de investigação, as nossas universidades, os nossos centros tecnológicos estão cada vez mais conscientes da necessidade de abordar os parceiros empresariais e de ser criativo para ajudar a indústria com a criação de valor», afirmou o Ministro.

 

«Sabemos que a nossa indústria precisa de fazer o mesmo, precisa de ter investigadores nos seus núcleos, precisam de se aproximar das universidades e dos centros de ciência, precisam de contratar pessoas com doutoramento», acrescentou Nuno Crato.

 

Reforçar as empresas em Portugal com doutorados é fundamental e, para isso, a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) pretende lançar até final de 2013 um novo programa doutoral em ambiente empresarial.

 

«Nós temos já de longa data bolsas de doutoramento em empresa que são bolsas individuais em que as empresas competem e coparticipam nos custos da bolsa dos estudantes que está a participar», explicou Miguel Seabra, Presidente da FCT.

 

«Mas esses programas têm um alcance relativamente pequeno, porque apenas aquelas empresas que já estão vocacionadas para o fazer concorrem a estes concursos e o que temos é alargar imenso o leque de empresas que estão interessadas em participar e, para isso, pensamos que a melhor maneira é organizar programas doutorais em conjunto com as universidades, porque não só a universidade se responsabiliza pela qualidade científica dos projetos e em conjunto criam projetos que vão aproximar as universidades e as empresas», acrescentou o Presidente da FCT.

 

Para o Diretor-geral para a Investigação e Inovação da Comissão Europeia o atual desafio é transformar o conhecimento em valor económico.

 

«É muito claro que a intensidade em I&D tem de aumentar e certamente a despesa pública assim como a despesa privada. E também importante que se garante que o dinheiro que se investe em ciência é traduzido em inovação. Mas isso não é apenas um desafio para Portugal mas para toda a Europa», afirmou o Diretor-geral para a Investigação e Inovação da Comissão Europeia.

 

«Nós temos sido na Europa muito bons em traduzir e transformar euros em conhecimento, mas não muito bons e transformar o conhecimento em euros. Isso tem de ser um grande desafio nos próximos anos e exige o aumento das ligações entre os cientistas e a comunidade empresarial», acrescentou.

 

Em relação a Portugal, Robert-Jan Smits considera que o país ainda necessita de mais investimento científico para poder inovar.

 

«Precisam de continuar a investir na ciência como têm feito nos últimos anos. É um ecossistema frágil e se não impulsionarem em Portugal a nível nacional estas plantas muito frágeis de excelente ciência que têm crescido nos últimos anos, não terão nada pronto no que toca à inovação, pelo que, continuem a investir em ciência fundamental e investigação de fronteira», afirmou. Mas Robert-Jan Smits identificou alguns elementos positivos em Portugal. Portugal «tem um enorme conjunto de cientistas e engenheiros altamente qualificados. E nesse ponto de vista é muito impressionante a quantidade de pessoas que vão para as ciências e os números estão a aumentar diariamente».

 

Para além disso, «vemos claramente que estão crescentemente a introduzir financiamento competitivo, estão a introduzir a cultura de revisão por pares internacional e estão constantemente a monitorizar e rever o vosso sistema de ciência e inovação», afirmou Robert-Jan Smits.

 

Para Maria da Graça Carvalho, deputada do Parlamento Europeu o Horizonte 2020 possui elementos que podem beneficiar Portugal.

«Um ponto introduzido pelo Parlamento que foi talvez o mais difícil de negociar é o chamado Widening ou alargar a participação, que é um novo pilar proposto pelo Parlamento que introduz mecanismos cuja finalidade é permitir uma melhor distribuição geográfica e uma alocação de fundos sem por em causa a excelência dos participantes mas evitar a concentração dos financiamentos do Programa-quadro em determinados países e entre determinadas instituições, as grandes instituições», afirmou a eurodeputada.

 

Mas há outros mecanismos no Horizonte 2020 que a eurodeputada considera serem relevantes para Portugal.

 

«Este programa inclui medidas para combater o brain drain, principalmente entre os jovens, e inclui um conjunto de ações, por exemplo, as bolsas de retorno para cientistas voltarem ao seu pais de origem e ações de twinning, ações de cátedras European Research Area, cujo numa ação piloto a Madeira já conseguiu ter uma proposta aprovada nesta cátedra European Research Area e eu penso que será um mecanismo muito interessante para Portugal», afirmou Maria da Graça Carvalho.

 

O novo Programa é mais simples e menos burocrático, referiu Robert-Jan Smits. «Decidimos mudar radicalmente a forma como temos funcionado até agora. Vamos ter um único conjunto de regras de financiamento, um mecanismo de reembolso simples, um tempo mais rápido para as grants, menos tempo de resposta, uma implementação coerente entre os países, uma mais fácil acesso online para enviarem as vossas aplicações».

 

A decorrer está já desde a 11 de dezembro o primeiro conjunto de concursos para receção de projetos. Com um financiamento de 15 mil milhões de euros para o período de 2014 a 2015, este conjunto de concursos destina-se a projetos em doze áreas que incluem Mar, a Energia, as TIC e a saúde que são estratégicas para a investigação em Portugal.

© 2007 IICT - Instituto de Investigação Científica Tropical
Rua da Junqueira, n.º 86 - 1º, 1300-344 Lisboa | Tel: 21 361 63 40 | Fax: 21 363 14 60 | email: iict@iict.pt