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20 de Setembro de 2017
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Universidade de Lisboa quer absorver o Instituto de Investigação Científica Tropical
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Realização: TV Ciência

Data: 2014

Sinopse:

Integrar Instituto de Investigação Científica Tropical, renovar o Parque de Residências, apostar no apoio social aos estudantes e atrair fundos comunitários para a investigação científica produzida em Lisboa são alguns dos planos da Universidade de Lisboa. 

Contextualização:

Jornalista: Lúcia Vinheiras Alves / Imagem e Edição: António Manuel

 

A Universidade de Lisboa comemorou a 27 de fevereiro a Abertura do Ano Académico de 2013-2014, na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa. Uma cerimónia que marcou o início de um novo ciclo e que, como afirmou o Reitor António Cruz Serra, é o momento para comemorar o rejuvenescimento perpétuo da Universidade.

 

A Universidade de Lisboa é hoje a maior instituição de ensino do país após a fusão das anteriores Universidades de Lisboa e da Técnica de Lisboa, mas para António Cruz Serra está sempre em renovação. No entanto, chamou a atenção que a renovação apenas tem abrangido os alunos.

 

«Infelizmente nos últimos anos esta renovação só abrange os estudantes. Assistimos a um perigoso envelhecimento dos nossos docentes, investigadores e pessoal técnico e administrativo. Se nada for feito pagaremos caro este salto geracional. Toda uma geração dos nossos melhores não poderá colaborar na renovação da Universidade. Correremos o risco de perder um património de saber que não será transmitido às gerações futuras», afirmou o Reitor.

 

Mas o Reitor também releva a posição que atualmente a Universidade ocupa no mundo. «O nosso trabalho de investigação conheceu um progresso notável na última década. A Universidade de Lisboa é hoje a segunda universidade ibero americana com maior produção científica, de acordo com o prestigiado ranking da Scimago. À frente de todas as universidades espanholas e de todas as da América do Sul exceto a Universidade de São Paulo».

 

«Porque somos uma universidade grande. Claro que sim. Mas este reconhecimento deve-se sobretudo ao investimento feito na investigação e do qual conseguimos tirar partido. É um grande resultado. De que nos orgulhamos. Que é devido a todos os que aqui estudam, ensinam, investigam e trabalham. Nos laboratórios e na administração. Professores, investigadores, estudantes e pessoal administrativo e técnico», acrescentou.

 

Mas a Universidade continua a crescer, como afirmou António Cruz Serra. «Integraremos o Instituto de Investigação Científica e Tropical (IICT), se o Governo nos transferir o património e o orçamento que permita fazer face às atuais despesas e garantir a dotação que, no futuro, permita a sua sustentabilidade. Esta integração é seguramente a melhor solução para o país, para a Ciência, para a Universidade e para todos os que trabalham no IICT», afirmou o Reitor da Universidade de Lisboa.

 

Mas há outras conquistas que se vêm concretizando. «Assinei ontem com a Senhora Secretária de Estado do Tesouro o protocolo que concretiza a disponibilização para a Universidade de Lisboa de parte do Convento de São Francisco, que permitirá resolver as graves carências de espaços na Faculdade de Belas Artes e oferecer condições condignas àqueles que aí estudam e trabalham», avançou o Reitor.

 

Se a qualidade do ensino é uma prioridade, é na investigação científica e na transferência para a economia que se encontram os grandes desafios. António Cruz Serra afirmou a este respeito que «precisamos de manter o rumo na investigação, de formar mais investigadores, de formar gerações cada vez mais qualificadas. Temos de criar condições que potenciem a criação de empresas pelos nossos doutorados, onde desenvolvam as suas ideias, a sua competência, e testem toda a sua criatividade».

 

O Reitor colocou ainda a questão: «Não fazemos tantas patentes como outros países?», e respondeu: «É verdade. Mas melhorará, caso se reconheça a sua importância e haja investimento».

«As nossas Escolas de tecnologia já premeiam a produção de patentes nos seus regulamentos de avaliação de docentes e nos concursos de promoção. Mas não chega. A manutenção de patentes é muito dispendiosa e nem todos os projetos patenteados resultam num salto qualitativo para a humanidade. Mas é um investimento que temos que fazer», afirmou.

 

Sobre a possibilidade de aceder aos fundos comunitários orientados para a investigação e inovação, o Reitor da Universidade de Lisboa referiu que é uma oportunidade que não se pode perder.

 

«O país não pode deixar de atribuir verbas significativas do próximo Quadro Comunitário de Apoio para a Inovação, para a Ciência e para as universidades na região do país onde se concentra mais conhecimento. Não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar os nossos recursos. Mesmo que seja na região de Lisboa e Vale do Tejo. Ou só por o ser», afirmou.

 

António Cruz Serra acrescentou ainda sobre o assunto que «a negociação entre o Governo português e a Comissão Europeia, no âmbito do Acordo de Parceria 2014-2020 é difícil. Sabemo-lo bem. Mas será uma oportunidade perdida se Portugal não aproveitar a capacidade instalada em Lisboa para se projetar no mundo. Não podemos desperdiçar as competências que, em muitos domínios, só Lisboa oferece».

 

O Reitor da Universidade de Lisboa afirmou ainda que «os problemas de desenvolvimento regional não se resolvem com a criação de Parques de Ciência na periferia da região de Lisboa, só por serem na periferia. Que estão vazios e vazios continuarão. Os recursos são demasiado exíguos para suportar apostas erradas».

 

Ao nível das infraestruturas, o Reitor sublinhou a necessidade de alargar a oferta de residências a estudantes em Lisboa. Uma situação urgente para fazer face à necessidade de atrair alunos estrangeiros.

 

«Conseguimos finalmente a aprovação do programa preliminar para a construção da nova residência do campus da Ajuda. Lançaremos ainda este ano os concursos públicos necessários para que se dê início à construção desta residência que terá capacidade para acolher os seus primeiros cem estudantes dentro de dois anos», anunciou.

 

«A Cidade Universitária, que agrega um número significativo dos estudantes da Universidade, poderá contar também com a sua primeira residência, cujo projeto deverá estar terminado no final deste ano. Ainda não chega. Mas permitirá quebrar um longo período de falta de investimento em residências estudantis, porque a qualidade do alojamento não é um aspeto menor na vida dos estudantes», afirmou.

 

Mas o Reitor mostra-se também preocupado com outros aspetos da vida dos alunos na Universidade.

 

«Constato, com muita preocupação, que no corrente ano se verifica uma forte quebra na procura de

refeições nas nossas cantinas. Comparando os meses de janeiro de 2013 e 2014 verificamos um decréscimo de 28% no número de refeições servidas. Esta tendência de descida mantem-se no mês de fevereiro e reforça a tendência que já vem de 2012. Urge acompanhar a situação, apurar as causas e, caso seja necessário, implementar medidas que invertam esta tendência», afirmou António Cruz Serra.

 

A nova Universidade de Lisboa conta agora, após a fusão, com dezoito escolas, 50 mil estudantes, 4 mil professores, 2500 funcionários não docentes e mais de cem unidades de investigação.

 

Na cerimónia de Abertura do Ano Académico da Universidade de Lisboa 2013-2014, João Lobo Antunes, neurocirurgião e fundador do Instituto de Medicina Molecular em Lisboa, foi distinguido com o Prémio Universidade de Lisboa, apoiado pelo Banco Santander Totta, no valor de 25 mil euros pelo contributo para o progresso da ciência em Portugal.

 

E António Sampaio da Nóvoa, ex-Reitor da Universidade de Lisboa que em conjunto com o atual, António Cruz Serra, conduziu o processo de fusão entre a Universidade de Lisboa e a Universidade Técnica de Lisboa, foi também agraciado ao receber as insígnias de Reitor Honorário da Universidade de Lisboa. 

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