Bem-vindo à página oficial do IICT

Nota à navegação com tecnologias de apoio

Nesta página encontra 2 elementos auxiliares de navegação: motor de busca (tecla de atalho 1) | Saltar para o conteúdo (tecla de atalho 2)
29 de Maio de 2017
 
Pesquisa Search
Actividades

A actividade de DES em sentido estrito inclui projectos que visam a obtenção de dados comparativos sobre os diferentes sistemas de tributação na África Subsariana e o seu impacto sobre o desenvolvimento económico, político e social da administração colonial e dos novos Estados Africanos.


Foi reforçada pela cooperação com o Centro de Globalização e Governação da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa e com o Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa (onde a classe é representada por um membro da secção de Economia e Finanças, José Luís Cardoso). A investigação sobre a natureza e o funcionamento da interacção entre Globalização e Governação (G&G) permite identificar as instituições e/ou boas práticas de governação social, política e económica com aplicações aos ODM na CPLP (em particular sobre sucessos de desenvolvimento em Cabo Verde e Moçambique) e aos efeitos da crise financeira global.

 
Sobre sucessos de desenvolvimento em África, o trabalho já realizado incide em Cabo Verde e Moçambique e consiste em interpretar a interacção entre globalização e governação (G&G) no contexto geográfico e histórico particular dos dois países. Com a globalização, o sucesso no desenvolvimento implica necessariamente, posto que não exclusivamente, percepções positivas dos mercados relativamente à orientação e à previsibilidade das políticas e dos arranjos institucionais que as suportam. Ainda que não haja um modelo de desenvolvimento globalmente aplicável, uma interacção entre G&G relativa a um grupo de países comparável pode ser definido como sucesso. Deste modo o trabalho começa por identificar combinações institucionais ao nível macroeconómico e institucional, as quais servem de esteio a diversificação comercial e convergência de nível de vida nas sub regiões ocidental e austral de África. Dadas as combinações possíveis, a análise empírica mostra em que medida se aplicam aos dois países. Na África ocidental, os países estão-se a diversificar e a abertura comercial determina a convergência real e a diversificação das exportações. Pelo contrário, a África austral está-se a especializar e aí a convergência é determinada pelas liberdades económica e política. A narrativa dos dois estudos de caso também permite descobrir determinantes comuns no desenvolvimento a longo prazo dos dois países: a transição para uma economia de mercado; a abertura ao comércio regional e global; liberdades económica e política crescentes; a prossecução da estabilidade macroeconómica e da reputação financeira; a consecução da continuidade nas políticas referentes aos sectores comercial e industrial e a ênfase no desenvolvimento humano, em especial a redução da pobreza e a educação. Ambos os países revelam convergência no nível do PIB por cabeça médio bem como em indicadores de reputação financeira e boa governação relativamente aos pares na sub-região. Estes resultados não são suficientes para concluir que a convergência será sustentada. Contudo, a interacção positiva entre comércio externo e globalização, por um lado, e democracia e boa governação, por outro, poderão ajudar a gerir a diversidade da CPLP, a qual inclui três outros países africanos, Angola, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

 

Por efeito da crise global, identifica-se o paradoxo da interacção entre G&G, a que se chamou “sozinho e acompanhado”, o qual tem as suas raízes no “pensamento de grupo” dentro de cada país e entre países. Mau grado mecanismos de apreciação pelos pares na União Europeia e de inovações na governação internacional como a parceria global para o desenvolvimento, não se tem dado atenção suficiente a problemas comuns aos países desenvolvidos, como a regulação e supervisão financeiras frente a preços crescentes de activos. O aumento do comércio em bens, serviços e activos deu lugar a desequilíbrios globais crescentes. Daí resultou volatilidade nos preços do petróleo e dos alimentos, as quais tiverem implicações severas na redução da pobreza e na segurança alimentar, em especial na União Africana, onde um mecanismo de apreciação pelos pares opera há quase dez anos. O argumento insere as cartas da Academia Britânica à Rainha Isabel num interesse renovado na metodologia, o qual vai além de apelos recorrentes à investigação interdisciplinar. A experiência do multilateralismo baseado na cultura entre os membros da CPLP sugere que o conhecimento mútuo é essencial na parceria global para o desenvolvimento e que a Europa representa um exemplo de governação regional no qual a pressão dos pares resulta de compromissos explícitos. Muito embora as apreciações pelos pares não tenham necessariamente de promover o bem comum, o qual exige uma combinação de maior integração e flexibilidade, as aplicações da supervisão multilateral no emergente grupo dos vinte, que se seguiram ao mandato conferido ao FMI pela cimeira de Pittsburgh, poderá representar uma inovação na governação internacional. A secção de Economia e Finanças da classe de letras da Academia das Ciências de Lisboa prepara um seminário sobre os efeitos da crise financeira global na percepção pública dos economistas lusófonos, com destaque para os brasileiros, até porque o Presidente Lula falou de “crise com olhos azuis”.


Palavras-chave: Administração colonial, cooperação, CPLP, desenvolvimento sustentável,  globalização, governação, história contemporânea, lusofonia global; ODM, política, socioeconomia, sociologia, sustentabilidade

 

Ver ANEXO (PDF - 59 KB)
 

© 2007 IICT - Instituto de Investigação Científica Tropical
Rua da Junqueira, n.º 86 - 1º, 1300-344 Lisboa | Tel: 21 361 63 40 | Fax: 21 363 14 60 | email: iict@iict.pt