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30 de Maio de 2017
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Notícias / Reuniões
Nota da 11ª Reunião do Conselho de Orientação e Unidade de Acompanhamento (CO/UA) do IICT

Reunido a 19 de abril, data em que se cumprem 130 anos da criação da Comissão de Cartografia, o Conselho de Orientação e a Unidade de Acompanhamento apreciaram os documentos: “A vision for the future of IICT”, Jean-Pierre Contzen, de 14/03/2013; Relatório de Atividades de 2012; Plano de Atividades para 2013; Programa 130 anos do IICT (versão em progresso), tendo ainda em conta os pareceres do Conselho Científico bem como comentários submetidos sobre o texto Jean-Pierre Contzen. O parecer aprovado sintetiza as contribuições dos membros do CO.UA e reflete a estratégia definida e a prosseguir pelo Instituto, como instituição científica especializada, no enquadramento legal conferido pela Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação e Secretaria de Estado da Ciência.

 

Presidida por Jorge Braga de Macedo, Presidente do IICT representando a tutela, registaram-se as alterações de composição ocorridas desde o último encontro disponíveis no website. Houve impedimentos inesperados dos representantes de MAMAOT, MEE, Confederação Empresarial da CPLP e UCCLA, tendo os três primeiros – para os quais esta seria a primeira reunião - anunciado comentários à documentação.

 

A Vice-Presidente do IICT, Cristina Vaz Tomé, tomou de seguida a palavra dando uma panorâmica das ações de divulgação em curso. Estabelecimento de novos protocolos com privados: GALP, Delta Cafés; Vista Alegre; reativação de outros já firmados: INCM. A mesa apreciou o exemplar do livro “Borboletas de Angola” (ed. bilingue PT.EN) edição IICT com patrocínio CaixaTotta, a ser lançado em data próxima em Luanda e Lisboa e aqui apresentado de modo informal bem como a peça Vista Alegre (protótipo) com reprodução de gravura do AHU (ver programa das comemorações), primeira concretização do protocolo estabelecido com a Vista Alegre, para futuras iniciativas. Tendo presente a apetência do mercado brasileiro e angolano por publicações relativas ao seu património natural estão em conceção novos projetos com base nas coleções histórico-científicas do Instituto. A publicação “Biombos Namban”, em parceria com MNAA e com apoio privados, igualmente sob espólio AHU, está em fase adiantada de concretização.

 

O debate que se seguiu sobre o projeto de parecer remetido anteriormente para apreciação permitiu confirmar o apoio à estratégia definida, nomeadamente, a continuação do trabalho conjunto com a Universidade no lançamento de projetos comuns, o desenvolvimento de programas na área da saúde, o reforço da internacionalização do Saber Tropical, a procura de financiamentos externos, a aposta no estudo, tratamento e disponibilização das coleções históricas e científicas.

O Presidente da FCT, em representação da Secretaria de Estado da Ciência, teve oportunidade de expor a política da instituição face às candidaturas a Programas Doutorais internacionais: a FCT encoraja de modo claro a participação dos parceiros externos, sejam instituições de investigação, universidades ou redes científicas, com encargos repartidos e com a consequente redução de custos para a ciência nacional. Na intervenção sobre a estratégia prosseguida pelo Instituto apoiou claramente o dinamismo do IICT, como Laboratório do Estado interventor e ativo na ligação com a Universidade e na atuação externa, seja no GBIF, na 8ª Parceria, seja noutras redes e parcerias estratégicas. Igualmente o Presidente do CRUP, António Rendas, como representante da Secretaria de Estado do Ensino Superior, frisou este aspeto da atuação do Laboratório do Estado IICT, como instituição que ressalta do conjunto dos Laboratórios, pela capacidade demonstrada ao longo da sua vasta existência de concentrar na palavra Tropical os vários domínios científicos constituindo uma plataforma de convergência e pluridisciplinaridade de diferentes áreas. Nesse sentido aplaudiu a aproximação entre o IICT e o vizinho Instituto de Higiene e Medicina Tropical. O Presidente do IICT informou então da criação do Conselho Coordenador do Convénio de Cooperação ente IICT e IHMT, no qual têm assento o respetivo diretor, Paulo Ferrinho, bem como a vice presidente do IICT, entre outros. O exemplo do IICT seria particularmente bem-vindo por causa da “mentalidade de silos” que impera no sistema nacional de ciência e tecnologia.

 

O Diretor-geral de Saúde, Francisco George, reforçou a nota da internacionalização e da cooperação na saúde e em particular na problemática das doenças tropicais. Frisou o bom clima propício à cooperação nesta área nos países da CPLP e apontou o exemplo de Angola onde o intercâmbio de médicos entre hospitais de ambos os países já é uma realidade. Acabou justamente de ter lugar na sede da CPLP, esta semana, a reunião do Grupo Técnico do Programa Estratégico de Cooperação em Saúde (PESC/CPLP) que tem vindo a promover e acompanhar estes desenvolvimentos. O IICT não sendo uma instituição médica mas sendo detentora de um conhecimento pluridisciplinar poderia ser um parceiro privilegiado de apoio ao Grupo. Na continuação desta intervenção, Carlos Gonçalves, em representação do Secretário Executivo da CPLP, concordou com a sugestão e referiu o trabalho do Grupo Técnico do PESC como uma prioridade dos Estados-membros, incluindo melhor informação sobre capacitação local. Sublinhou ainda o interesse que tem a integração do IICT na rede “Jovens líderes da CPLP”, prometendo seguir o assunto.

 

Helena Vantache, em representação do Ministério das Finanças, GPEARI, Direção de Serviços de Cooperação e Instituições, referiu igualmente a importância e a transversalidade das áreas da saúde, da educação e da cultura. Tendo sido gestora do programa de cooperação com Angola durante 5 anos em representação do seu Ministério, Helena Vantache reconheceu a importância do IICT como instituição de cooperação dada a sua interdisciplinaridade evitando a dispersão de saberes por diferentes instituições com a consequente dificuldade do bom andamento dos programas. Consultar comentários ao doc. Jean-Pierre Contzen por Helena Vantache.

 

Silvestre Lacerda, Director do Arquivo Nacional Torre do Tombo, enfatizou a importância da designação consagrada pela Unesco de Culture for Development que no IICT ganha grande expressão por forma a dar mais visibilidade à dimensão de desenvolvimento e de apoio à decisão que um bom arquivo proporciona, referindo-se, nomeadamente ao AHU e também num sentido mais lato ao património histórico e cultural do Instituto. Neste mesmo sentido defendeu a permanência da designação Arquivo Histórico Ultramarino (por oposição a Arquivo Histórico Ultramarino Unificado) em si mesmo, um património. A integração na rede europeia Europeana igualmente está em curso.

 

Francisco Mantero, em representação da ELO-Associação Portuguesa para o Desenvolvimento e a Cooperação, apoiou a intervenção do Diretor-geral da Saúde e louvou-se no parecer escrito do representante da OCDE, que salienta a importância da agricultura tropical para a missão do IICT. Realçou depois a importância da ligação do IICT com as universidades para a cooperação do sector empresarial lusófono, especialmente no quadro do projeto das plataformas lusófonas recentemente aprovado pelo governo através do MEE. Esclareceu que o projeto visava abrir cada uma dos estados membros da CPLP às regiões económicas em que se inserem. A esse respeito pediu esclarecimentos aos presidentes da FCT e do CRUP, sobre doutoramentos internacionais e certificação de diplomas, os quais lhe foram prestados de imediato: as parcerias podem ser com qualquer país do mundo e existe progresso nas equivalências de engenheiros e arquitetos. Hélder Oliveira (que representou a Fundação Portugal África no CO e agora transita para UA onde substitui o representante do Banco Mundial, Carlos Primo Braga que se aposentou, conforme esclarecido no início) deu o seu apoio ao relatório Contzen e aos elogios relativos ao IICT nos últimos dez anos, entendendo que a cooperação portuguesa tem pouca memória, conforme observou numa reunião recente no MNE.

 

Não estando presente, Joaquim Oliveira Martins, em representação da OCDE, fez questão de fazer chegar os seus comentários sobre o doc. Jean-Pierre Contzen. Junta-se igualmente o comentário recebido do MEE posterior a esta reunião.

 

O CO/UA terminou da melhor maneira com a apresentação de “Naturalistas nos Trópicos” por Maria Manuel Romeiras e de um DVD com as atas bilingues da conferencia internacional “Ciência nos Trópicos”, que teve lugar em janeiro de 2012, por Vítor Rodrigues, presidente do Conselho Científico do IICT, na presença de Ana Martins, os dois primeiros coeditores das atas agora editadas. Assistiram numerosos investigadores, técnicos e outros colaboradores do IICT, além de convidados como Rui Malhó e Nuno Ferrand, das Universidades de Lisboa e Porto respetivamente. Enquanto sócio da Academia das Ciências, o primeiro colaborou ativamente na conferência com J.P. Contzen e J. Braga de Macedo e encerrou o debate renovado a sua confiança na ligação entre o IICT e a Faculdade de Ciências da UL, onde é subdiretor.

2013-05-02
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