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26 de Março de 2017
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Notícias / Reuniões
Nota da 12.ª Reunião do Conselho de Orientação e Unidade de Acompanhamento do IICT

Os órgãos externos do IICT reuniram a 18 de dezembro tendo como ponto único da Ordem de Trabalhos a apresentação e debate da estratégia de futuro que tem vindo a ser prosseguida pelo IICT desde o relatório Contzen de abril deste ano e cujas recomendações o CO/UA aprovou na reunião anterior, nomeadamente, de aproximação e/ou integração na Universidade, e de defesa da integridade como garantes da conservação da memória e do património histórico-científico. O CO/UA aprovou por unanimidade o parecer anexo.

 

Presidido por Jorge Braga de Macedo, em representação da tutela, o CO/UA contou igualmente com a presença das estruturas internas mais representativas: a Vogal do Conselho Diretivo (CD), os Presidentes do Conselho Científico e da Comissão Paritária, e as Diretoras de Cooperação e Representação, e de Desenvolvimento Global. A lista de presenças está em anexo.

 

A reunião teve início com a projeção do documento “IICT do Futuro”, elaborado pelo CD e apresentado pela Vogal, Cristina Vaz Tomé. O documento sintetiza a estratégia defendida para o futuro da instituição, partindo da análise SWOT sobre o IICT de hoje e projetando o futuro através dos desafios colocados, na definição das suas áreas de investigação e actividades de cooperação para o desenvolvimento e finalmente na relevância que poderá ter para a Universidade a integração do IICT e da sua missão.

 

Lançado o debate, o Presidente do CRUP, António Rendas, em representação da Secretaria de Estado do Ensino Superior, congratulou-se com os progressos científicos feitos ao longo do último ano. Deixou clara a necessidade de haver uma análise em dois tempos: por um lado, um pensamento global sobre o futuro Instituto e que está para além do IICT, constituindo um elemento de política nacional; outro, uma análise sobre a qualidade da sua investigação.

 

Francisco Mantero, em representação da ELO – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico, solidarizou-se com o Presidente do CRUP e chamou a atenção para a referência “domínio científico do Brasil nos países da CPLP”, um dos pontos referido como Ameaça na análise SWOT, considerando que este poderá também constituir uma oportunidade.

 

Manuel Lapão, em representação da CPLP, retomou a questão do Brasil considerando-o um parceiro natural. O ano de 2014, referiu, deverá trazer alterações no Atlântico Sul, alargando a plataforma continental e, por essa via, alargando o domínio do português e permitindo colaborações futuras. O Brasil tem também necessidade de especialistas em domínios técnicos e científicos que Portugal poderá colmatar. Chamou ainda a atenção para a necessidade de salvaguardar e conservar o património histórico-científico que o IICT tem à sua guarda e que deverá ser especialmente cuidada em caso de integração.

 

Francisco George, referiu-se igualmente ao Brasil apontando o caso da cooperação com África no domínio da Saúde onde há dificuldades devido à presença constante dos seus investigadores e médicos no terreno. Segundo o representante da Saúde a via proposta de integração do IICT na Universidade é uma boa opção, salvaguardando-se a sua integridade.

 

Artur Lami, em representação do Ministério da Economia, referiu a necessidade de estreitar, ainda mais, as ligações já existentes com o Instituto Superior de Agronomia para consolidar e transmitir às novas gerações o conhecimento em agricultura tropical. A necessidade de concentração da documentação ainda dispersa do arquivo do Ministério do Ultramar que dispõe de documentação relativa a obras públicas nas ex-colónias, foi igualmente referida. Parte dos fundos já transitaram para o AHU mas existe ainda documentação por integrar.

 

Silvestre Lacerda, representando a Secretaria de Estado da Cultura, referiu-se à importância do conhecimento passado como condição indispensável para preparar o desenvolvimento do futuro. Conhecimento passado que é forçoso manter consolidado e uno. Os Arquivos devem ser olhados como um potencial de integração e de aproximação a outros e também um meio de afirmação da Ciência em termos internacionais.

 

Nuno Canada, representante do Ministério da Agricultura e do Mar, frisou o potencial de convergência e a possibilidade de sinergias entre o INIAV e o IICT em áreas como a agricultura, os recursos naturais e outras.

 

Helena Vantache, representante do Ministério das Finanças, denotou grande preocupação na necessidade de centralização da cooperação com os Países Tropicais. Centralização que engloba o conhecimento e o património histórico-científico, evitando a dispersão, muita vezes sentida. A cooperação com os países tropicais deverá ser uma área estratégica e um investimento nacional e o IICT deverá continuar a ser um interlocutor privilegiado dessa relação.

 

José Lobato, Secretário-Geral da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), referiu a necessidade de criação de uma maior proximidade da CE-CPLP com o IICT.

 

Vítor Ramalho, Secretário-Geral da UCCLA enfatizou o valor que deve ser dado à memória e ao perigo que representa o corte de gerações com a quebra de transmissão do conhecimento. Igualmente a importância das relações passadas e da língua comum na cooperação com os países com quem Portugal teve uma história comum. Portugal deve conservar os organismos que detêm esta memória coletiva e tem obrigação de a preservar. Interpreta o processo de aproximação do IICT à Universidade como não significando a sua integração nesta, mas de ponderação da melhor solução futura, que garanta a preservação da identidade do IICT e a sua enorme importância política, científica, cultural e histórica

 

Helder Oliveira, administrador da Fundação Portugal África, subscreveu o referido por Vítor Ramalho e colocou a Fundação à disposição para dar continuidade ao projeto Memória de África.

 

A proposta de parecer à apreciação pelos presentes foi aprovada por unanimidade com a inclusão, sugerida por António Rendas, de uma menção explícita à necessidade de “dar tempo” ao processo de aproximação à Universidade.

 

Todos igualmente foram unânimes em considerar que a exposição feita por Cristina Vaz Tomé foi de grande utilidade e permitiu um enquadramento da estratégia apresentada.

2013-12-19
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