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17 de Novembro de 2018
 
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Exposição "África - Visões do Gabinete de Urbanização Colonial"

let Africa Visoes Gab Urb Colonial

 

África – visões do Gabinete de Urbanização Colonial propõe um percurso por uma paisagem africana desenhada (e reinventada) a partir do coração da metrópole, Lisboa, no período final da colonização portuguesa (1944-1974). É também a narrativa visual de uma aprendizagem arquitectónica que se inicia com a criação do Gabinete de Urbanização Colonial (GUC), no final de 1944, por Marcelo Caetano, quando era ministro da Colónias.


As diferentes designações do Gabinete exteriorizam-se nas alterações das estratégias de desenho que este vai promovendo para a cidade e seus edifícios. Como resultado das equipas multidisciplinares de arquitectos, engenheiros, peritos em medicina tropical e climatologia que aqui trabalham, desenvolve-se uma arquitectura “de representação” colonial, funcional e tectonicamente sólida, que evolui em três fases estilísticas. Primeiro, inspirando-se na arquitectura popular portuguesa do Alentejo e, genericamente, do sul do país, numa versão “mais mediterrânica”, equivalendo ao período de vigência do GUC (1944-1951). Depois, testando tipologias mais monumentalizadas e historicistas, associadas aos regimes ditatoriais, reflectindo mudanças legislativas que reprimem o uso do termo “colonial”, substituído o nome original deste organismo por Gabinete de Urbanização do Ultramar (GUU, 1952-1957). Mais tarde, deixando-se contaminar pelas tradições construtivas locais e ensaiando uma primeira expressão de “nativismo africano”, antecipando visões de autonomia e independência. Este momento, muito tardio e, em comparação com as fases anteriores, com menos concretizações no terreno, corresponde à actuação da Direcção de Serviços de Urbanismo e Habitação da Direcção-Geral de Obras Públicas e Comunicações do Ministério do Ultramar (DSUH/DGOP-MU, 1958-1974).


África – visões do Gabinete de Urbanização Colonial é ainda o resultado de um projecto de investigação multidisciplinar, originalmente intitulado Os Gabinetes Coloniais de Urbanização – Cultura e Prática Arquitectónica, desenvolvido entre 2010 e 2013, e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Envolvendo investigadores de diferentes formações (arquitectos, historiadores, arquivistas, geógrafos, sociólogos) oriundos de distintos centros portugueses de investigação, o projecto partiu da parceria entre três instituições: o ISCTE-IUL (sendo mais tarde integrado no DINÂMIA’CET), o Arquivo Histórico Ultramarino do Instituto de Investigação Científica Tropical (AHU/IICT) e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).


No ano lectivo de 2012/2013, o projecto foi levado para a sala de aula durante as sessões de História de Arquitectura Portuguesa do Mestrado Integrado em Arquitectura do ISCTE-IUL. Os alunos foram então desafiados a completar o olhar experiente dos investigadores e a produzir as suas próprias leituras em Construir em África – Arquitectura do Gabinete de Urbanização Colonial em Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique (1944-1974). Este trabalho encontra-se parcialmente sintetizado através dos redesenhos que formam o tapete de chão, e das maquetas expostas.


Por fim, o convite lançado pelo CCB, em Janeiro de 2012, aos agentes culturais portugueses para a apresentação de sugestões a integrar na programação, e posterior selecção da proposta por Dalila Rodrigues, após ter criado a Garagem Sul - Exposições de Arquitectura, acabaria por permitir fechar o ciclo, abrindo definitivamente a academia ao espaço público.
 

De 7 dezembro a 28 de fevereiro de 2014 no CCB

Garagem Sul - Exposições de Arquitectura

Acesso pelo Jardim das Oliveiras

10h00 - 18h00 - 2 €
 

Curadoria:

Ana Vaz Milheiro, com Ana Cannas e João Vieira

 

Equipa de Investigação/Research Team: Bruno Gil, Cláudia Morgado, Eduardo Costa Dias, Filipa Fiúza, Isabel Boavida, João Afonso, José Luís Saldanha, Jorge Figueira, Luís Filipe Marques, Maria Manuela Portugal, Paulo Tormenta Pinto, Rute Figueiredo, Vasco Rato


Arquitectura: Paulo Tormenta Pinto; Design: Vivóeusébio

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Antiga Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique, Moçâmedes (actual Namibe), Angola, de Fernando Schiappa de Campos e Luís Possolo / DSUH-DGOPC, Ministério do Ultramar, déc. 1960.
Foto © Luís Possolo, déc 1960-1970 (espólio Luís Possolo, SIPA, Foto 972151

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2013-11-28
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