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21 de Setembro de 2017
 
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Nota da conferência de dia 28 de Novembro: Arquitectos, obras e desenhos: contributos para uma história da construção nos séculos XVII-XVIII, no Brasil e Ilhas Atlânticas

 

 

Arquitectos, obras e desenhos: contributos para uma história da construção nos séculos XVII-XVIII, no Brasil e Ilhas Atlânticas
Nota da conferência
 
Em representação da diretora do AHU, Ana Cannas, Carlos Almeida, investigador do IICT/AHU abriu a sessão, dando as boas vindas aos presentes e cumprimentando, em especial, a conferencista, Ana Assis Pacheco, Doutora em Arquitectura pela Universidade de Coimbra, e Eduardo Duarte, da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.
 
Na sua conferência, a arquitecta Ana Assis Pacheco apresentou os resultados de investigações que tem realizado sobre a circulação de modelos arquitectónicos nas ordens religiosas, entre o Brasil e os Açores, e o processo de apreciação e aprovação das construções nesses espaços do Império Português. A sua exposição foi complementada com uma pequena mostra de projectos arquitectónicos setecentistas relativos a obras realizadas no Brasil e que pertencem ao acervo do Arquivo Histórico Ultramarino. A investigadora abordou, em particular, os programas arquitectónicos promovidos no seio da família franciscana, destacando a circulação documentada de arquitectos daquela ordem religiosa, entre aqueles dois espaços atlânticos, e bem assim, também, de soluções projectistas. Ana Assis Pacheco, depois de notar a escassez de estudos sobre os sistemas construtivos utilizados nas construções religiosas no espaço ultramarino, defendeu a existência de técnicas antissísmicas utilizadas em algumas edificações nos Açores, ainda na primeira metade do século XVI, que de certa maneira prenunciam a chamada gaiola pombalina utilizada após o terramoto de 1755 na reconstrução da baixa de Lisboa. Tais técnicas envolveriam, designadamente, o recurso à construção em taipa, material cuja utilização a ordem franciscana haveria mais tarde de proibir, por considerá-lo demasiado precário e perecível. A investigadora concluiu a sua apresentação, realçando a intervenção do Conselho Ultramarino no sistema de controlo e fiscalização das construções arquitectónicas no espaço do império português, assim como o envolvimento crescente dos arquitectos militares e o correlato afastamento dos religiosos autores de projectos de arquitectura.
 
No seu comentário, Eduardo Duarte sublinhou o interesse da investigação realizada pela arquitecta Ana Assis Pacheco, e a necessidade de recuperar do esquecimento os nomes de numerosos engenheiros e arquitectos, alguns deles religiosos, que trabalharam em obras no Brasil. Sublinhou, no mesmo sentido, o interesse na recuperação do roteiro dos materiais de construção que atravessaram o Atlântico, o que permitiria, em alguns casos, resolver dúvidas e interrogações sobre algumas obras realizadas no Brasil. Concluiu o seu comentário, sugerindo a utilidade do aprofundamento de estudos que confrontem a experiência construtiva de raiz franciscana com os programas arquitectónicos jesuíticos, de grande presença, também, no espaço ultramarino português.
 
No final gerou-se um debate animado durante o qual a conferencista, Ana Assis Pacheco, e o comentador, Eduardo Duarte, responderam a questões suscitadas pelo público que assistiu à conferência, e que pode, igualmente, apreciar a mostra de peças desenhadas de obras realizadas no Brasil e pertencentes ao acervo do AHU.
2014-01-20
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