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20 de Setembro de 2017
 
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Nota da conferência de dia 24 de Abril de 2014: Da Arquitectura Militar à Tratadística - Cidade e fortificação no pragmatismo da ocupação de Goa no Século XVI.
Em representação do Presidente do IICT, Jorge Braga de Macedo, e da Directora do AHU, Ana Cannas, Vítor Rodrigues, Director do centro de História do IICT abriu a sessão, dando as boas vindas aos presentes e cumprimentando, em especial, o conferencista, Nuno Miguel de Pinho Lopes, arquitecto e doutorando da Universidade de Coimbra, e o comentador, Hélder Carita, professor na ESAD da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva e investigador do IHA da FCSH/UNL.
Na sua conferência, Nuno Pinho Lopes apresentou as linhas centrais do projecto de doutoramento que desenvolve na Universidade de Coimbra, em torno da fixação portuguesa em Goa e dos planos urbanísticos e militares que aí serão desenvolvidos, e onde se interroga sobre a existência e matizes particulares de uma escola portuguesa de urbanismo e arquitectura.
Num primeiro momento, o conferencista passou em revista a tradição tratadística portuguesa, identificando autores, obras e leituras, e como nela vai emergindo, por entre a conceptualização de uma cidade ideal, como género autónomo, o tratado de fortificação. Esse roteiro foi construído entre os autores que marcam o conhecimento europeu, em especial a escola italiana, e os seus traços na escola portuguesa de engenharia militar.
Num segundo momento, Nuno Pinho Lopes analisou os casos de Ceuta, Mazagão e Diu que, no seu conjunto, constituem as primeiras estruturas abaluartadas construídas fora da Europa no contexto da expansão. Essas praças, onde é visível a influência italiana, particularmente no caso de Mazagão, oferecem-se como terreno de experimentação que se revelará da maior importância quando se tratar de conceber o estabelecimento em Goa.
Na parte final da sua conferência, Nuno Pinho Lopes esboçou as principais linhas de abordagem que desenvolverá para a análise do caso de Goa, o núcleo central do seu trabalho de doutoramento. Ao contrário dos exemplos anteriores, o desafio é, agora, uma fixação que, ao invés da delimitação de um campo fortificado, restrito, se confronta com um espaço territorial amplo cuja integração e coerência importava assegurar, mas que ao mesmo tempo se afirmava como centro da administração do Estado da Índia com horizontes que se abriam para o oceano.
No seu comentário, Hélder Carita enfatizou, justamente, a especificidade de Goa, imposta pela relação com o interior e a lógica de fixação num território, problema com que os estabelecimentos fortificados anteriores não se tinham confrontado, pela sua função marcadamente militar. No final, gerou-se um debate animado durante o qual o conferencista, Nuno Pinho Lopes, e o comentador, Hélder Carita, responderam a questões suscitadas pelo público que assistiu à conferência.
2014-05-09
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