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29 de Maio de 2017
 
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Conferência: Região e Fronteira na América Meridional: a construção do sertão de Guarapuava, século XVIII

 

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Conferência: Região e Fronteira na América Meridional: a construção do sertão de Guarapuava, século XVIII.
 
4 de Dezembro: pelas 17.30 horas.
 
Conferencista: Oséias de Oliveira, Universidade Estadual do Centro Oeste (UNICENTRO) - Irati – Paraná.
 
Comentador: José Damião Rodrigues, Centro de História da Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa
 
 Mappa do Certam do Tibagi
 
“Mappa do Certam do Tibagi riquissimo de averes assim de oiro, estanho fino e Antimonio Excelente, como de fertiz
campos para criar animaes...”, c. 1755
Arquivo Histórico Ultramarino, Cartografia Manuscrita
 
A historiografia sobre a ocupação da região de Guarapuava, ou sobre a conquista, como frequentemente se menciona, tem prestado atenção às relações entre indígenas e não-indígenas principalmente no século XIX. Em parte, isso resulta dos relatos do Pe. Francisco Chagas Lima, de notável densidade etnográfica, sobre as dificuldades das interações com os indígenas. Em geral, a historiografia sobre o sertão vem procurando novas possibilidades de abordagem destes temas. No século XVIII, a fronteira, ou o sertão da capitania de São Paulo, constituía uma preocupação para a Coroa portuguesa. A documentação sobre os sertões de Tibagi, Ivaí, Paranapanema e Apiaí tem sido utilizada para se compreender as dinâmicas sociais, as relações econoómicas e as representações nestes sertões. Porém, ainda persiste o lapso de discussão sobre a constituição do sertão de Guarapuava, no século XVIII. Justamente, a reflexão sobre este sertão de Guarapuava chama a atenção para a problematização (conceptual) de uma região e de um período, assim como para uma documentação pouco usada na historiografia. Nesta conferência, ensaiar-se-á uma avaliação sobre a aplicabilidade do conceito de região: o sertão de Guarapuava, enquanto região, poderá ser entendido como uma construção histórica, modelada pelos debates científicos e pelas situações, ou práticas culturais, que fundamenta(ra)m o seu entendimento em um lugar e um período específicos.
 
Oséias de Oliveira é graduado em História pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Atualmente integra o corpo docente do Departamento do curso de Licenciatura em História (UNICENTRO - Irati - PR) e é Professor Permanente do Programa de Pós-graduação em História e Regiões (UNICENTRO - PR). É autor/organizador dos livros Diversidade no Ensino; Turismo e Sustentabilidade em Comunidade Quilombola; Estudos Étnico-Raciais; História Agrária - propriedade e conflito; Ensino e Pesquisa de História: abordagens e metodologias e Reinterpretação Cultural nas Missões: a conversão de índios e missionários no Guairá. Actualmente, cumpre um estágio de pós-doutoramento no Centro de História do IICT, desenvolvendo uma pesquisa sobre “A construção do sertão de Guarapuava – séc. XVIII”.
 
Sala do Brasil (AHU),Calçada da Boa-Hora, nº 30, Lisboa
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