21 de Setembro de 2017
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Xiloteca

Colecção de amostras de madeira da Xiloteca

 

 

 

 

 

 

LOCALIZAÇÃO E CONTACTOS


Jardim BotânicoTropical (Xiloteca)
Largo dos Jerónimos - Belém
1400-209 Lisboa, Portugal

Tels: Portaria: 21 360 96 60
        Secretaria: 21 360 96 65
Fax: +351 21 360 96 69
E-mail: jbt@iict.pt

 


 

                Colecção de amostras de madeira da Xiloteca

 

O que é uma Xiloteca
Uma xiloteca é uma colecção de amostras de madeira identificadas quanto à espécie a que pertencem e devidamente ordenadas e catalogadas. Esta denominação deriva do termo “xilema”, tecido constituinte da madeira.
As xilotecas permitirem o estudo das características anatómicas, físicas e mecânicas das madeiras, que podem ser importantes na definição dos seus usos potenciais. Como colecções de referência, são úteis em áreas onde se torna necessário a identificação de madeiras por comparação, nomeadamente na arqueologia, na indústria madeireira, no restauro, em análises forenses, entre outras.

Nota Histórica
O decreto de 25 de Janeiro de 1906 criou as “Bases para a organização dos serviços agrícolas coloniais”, onde se refere a necessidade de fazer o reconhecimento da riqueza agrícola colonial, onde se incluíam as florestas, pois, entre outras utilidades, garantiam o fornecimento de madeira para diversos fins. Ao reconhecer, também, que só o ensino bem estabelecido e praticamente orientado poderia dar competência, foi criado o Ensino Agronómico Tropical, instalado no antigo Instituto Superior de Agronomia e Veterinária. Entre outras disposições, aquele ensino compreenderia o arquivo dos recursos agrícolas coloniais instalados num museu.
Assim se começaram a reunir amostras de madeiras provenientes das ex-colónias portuguesas.
Quando da entrega definitiva, em 1914, do local onde se encontra situado o actual Jardim Botânico Tropical, destinou-se que o Museu Agrícola Tropical ficaria instalado no edifício do Palácio dos Condes da Calheta, tendo sido destinada uma sala para a colecção de madeiras existentes.
O Museu Agrícola Tropical foi desactivado em 1994, mas subsiste a Xiloteca no primeiro andar do Palácio dos Condes da Calheta.
Distribui-se por duas salas, uma delas, imponente, onde se encontram representadas madeiras de cerca de 200 espécies, das mais usadas pelas suas propriedades tecnológicas. Estas madeiras estão apresentadas em vários cortes, e por vezes com diversos tratamentos.
Numa outra sala encontram-se, em armários construídos para o efeito, amostras de madeiras, sobretudo tropicais e subtropicais, que se começaram a reunir em 1956, com vista ao alargamento da Xiloteca e após as campanhas efectuadas pelo Jardim e Museu Agrícola do Ultramar, na antiga Guiné Portuguesa, em 1953-54, sob a designação de “Missão de Estudos Florestais da Guiné” para colheita (madeira e respectivos espécimes de herbário) e estudo das mesmas, posteriormente publicados.
Em 1957 foi criada a “Missão de Estudos Florestais a Angola”, que fez campanhas no Maiombe angolano, durante quatro anos, com objectivos idênticos aos da “Missão” anterior.
Estas duas missões e o início de permutas com outros organismos congéneres estrangeiros deram grande incremento a esta parte da Xiloteca. Em 1970, contava já com cerca de 3000 amostras e, no ano de 1981, viu a sua colecção aumentada com mais 259 amostras, oriundas de diversos países sobretudo tropicais e subtropicais.
Em 1986 foi elaborado o Índice Geral da Xiloteca, onde constam 2670 espécies.
O material colhido em Angola tem proporcionado a realização de vários estudos, que prosseguem ainda hoje, publicados sob o título geral Essências Florestais de Angola. Os trabalhos mais recentemente publicados datam de 2002 “Essências Florestais de Angola. Província de Cabinda” (Liberato et al. 2002) e de 2006 “Recursos Florestais do Maiombe. Contribuição para o seu conhecimento” (Liberato et al. 2006).

Publicações citadas e outras de relevo:
Liberato M.C., Quilhó T. & Machado J. 2002. Essências florestais de Angola. Cabinda – Síntese”. Revista de Ciências Agrárias 25(1-2): 281-304.
Liberato M.C., Quilhó T., Bessa F. & Machado J.S. 2006. Recursos florestais do Maiombe angolano. Contribuição para o seu conhecimento. In: Moreira, I. (Org.) Angola. Agricultura, Recursos Naturais e Desenvolvimento Rural, vol. I, pp. 261-286. ISAPress, Lisboa.
Liberato M.C., Freitas M.C, Quilhó T., Reis J.B. & Machado J.S. 2002. Essências Florestais de Angola – Província de Cabinda. Dacryodes pubescens (Vermoesen) H. J. Lam, Funtumia africana (Benth.) Stapf, Guibourtia arnoldiana (De Wild. & T. Durand) J. Léonard, Markhamia tomentosa (Benth.) K. Schum., Nesogordonia leplaei (Vermoesen) Capuron. Lisboa, Instituto de Investigação Científica Tropical, 111 pp.



Última actualização: 20 de Março de 2007

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