Animais observados no JBT
Espécies exógenas no Jardim Botânico Tropical - Quando os pardais forem raros...
Frequentemente as pessoas mantêm junto de si animais de várias espécies que, no geral, se designam por animais de companhia. As razões porque o fazem, as ligações que estabelecem, as dependências que se constituem e tantos outros aspectos são campos de investigação de ciências como a Sociologia, a Antropologia, a Psicologia ou a Biologia. Os animais de companhia, frequentemente exóticos, são tantas vezes objectos de consumo, produzidos quer em cativeiro, semi-cativeiro ou em liberdade controlada, quer obtidos nos seus próprios habitats. |
![]() | Pseudemys scripta elegans | |
Cágado de manchas vermelhas | ||
Por vezes é colocada no género Trachemys ou Chrysemys (Trachemys ou Chrysemys scripta elegans). É uma espécie do continente americano que, em conjunto com outras espécies e sub-espécies destes géneros com taxonomia pouco fácil se distribuem pela maior parte dos Estados Unidos. Os animais muito jovens têm uma bonita cor verde-esmeralda com manchas e estrias ventrais amarelas; produzidos em cativeiro têm sido comercializados aos milhões juntamente com toneladas de alimento, aquários e outros artigos destinados ao suposto bem-estar destes cágados bebés. Muitos morrem mas muitos outros sobrevivem e estes, com uma esperança de vida da ordem do meio século, metabolismo elevado, perda da atractiva coloração verde, frequentemente, ao fim de alguns anos, deixam de corresponder à esperada imagem de animal de companhia. Desiludidos (ou cansados) os donos desfazem-se deles libertando-os nos lagos naturais ou artificiais ou em cursos de água onde podem dar origem a populações exógenas com impactos ecológicos graves nas espécies ripárias autóctones.
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![]() | Aratinga acuticaudata subsps | |
Aratinga de cabeça azul | ||
Distribui-se de forma descontínua com diversas populações adjacentes na Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Paraguai, Uruguai e Venezuela e são reconhecidas várias subespécies que provavelmente se misturam onde quer que tenham sido introduzidas. Foi um dos psitacídeos importados em grande número até final do século XX. Voam em pequenos bandos de cerca de 10 indivíduos, vocalizando constantemente. Confunde-se com outra espécie também introduzida e frequentemente observada – Psittacula krameri, piriquito rabo-de-junco – mas distingue-se dela pelo tamanho ligeiramente menor, pela coloração da cabeça, do bico e das patas, pelas vocalizações e, sobretudo, pelas caudais avermelhadas.
http://www.papuginowegoswiata.pl/papugi/konura/Aratinga_acuticaudata_en.pdf
Ardea cinerea Garça-cinzenta; Garça-real 
De quando em vez pousam nas árvores ou junto aos lagos do JBT.
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![]() | Nycticorax nycticorax | |
Garça-nocturna, Garça-da-noite, Goraz | ||
O Jardim Botânico Tropical foi visitado no dia 31 de Julho por dois juvenis desta espécie observados no topo ocidental do lago grande. Os juvenis têm a iris amarelada ou cor de ambar, tarsos e pés acinzentados e plumagem castanha, mesclada, com manchas brancas, plumagem esta que mantêm até cerca dos dois anos. Os adultos têm os tarsos amarelos, a iris vermelha e, em plumagem nupcial, apresentam duas ou três longas plumas brancas na cabeça, a região dorsal cinzento-escuro e a ventral branca.
(1) Branco, J. ; H. A. Fracasso – Rev. Bras. Zool. , Vol 22, nº2, 2005 |