Venha conhecer o Jardim Botânico TropicalProposta de percurso
mapa adaptado de thestudio
A entrada do JBT (1) situa-se no Largo dos Jerónimos, em Belém, próximo do Monumento do “Chão Salgado” e do Mosteiro dos Jerónimos.

1. Entrada do Jardim Botânico Tropical
Sugere-se que inicie a visita seguindo pelo arruamento do lado direito. Irá contornar um lago onde existe uma pequena “ilha” (2). Nesta “ilha” está instalada uma colecção de fruteiras de origem tropical e subtropical como a goiabeira (Psidium guajava), a nogueira-pecã (Carya illioinensis), a jujubeira-da-china (Ziziphus jujuba), o jamboeiro (Syzygium jambos), a macadamia (Macadamia tetraphylla), o abacateiro (Persea americana), a anoneira (Annona cherimola) e a bananeira (Musa spp.), e exemplares de palmeiras-das-canárias (Phoenix canariensis). | 2. Lago e "Ilha das Fruteiras" |
3. Encephalartos altensteinii | O lago está bordejado, entre outras, por uma colecção de espécies botânicas que um leigo menos avisado tomará genericamente por “palmeiras”, mas que são gimnospermas da ordem Cycadales. Poderá encontrar exemplares dos géneros Cycas, Dioon e Encephalartos (3), os quais merecem particular atenção por integrarem espécies que provêm da Era Mesozóica, encontram-se ameaçadas de extinção e estão protegidas por Convenções Internacionais. |
Ao fundo da rua, junto ao muro que separa o JBT dos jardins da Presidência da República, deparar-se-á com um belo exemplar de dragoeiro (4) (Dracaena draco) - espécie endémica da Macaronésia e também protegida - o qual é anterior à fundação do Jardim, portanto centenário. Alguns metros à frente, junto ao portão da Presidência da República, encontram-se vários exemplares de Afrocarpus manii (5) conhecido por pinheiro-de-são-tomé e endémico desta ilha.
4. Dracaena draco |
5. Afrocarpus manii |
Virando à esquerda por um caminho estreito, irá atravessar um talhão onde é possível continuar a observar diferentes espécies da vasta colecção de palmeiras do JBT e outras espécies como a Melaleuca lanceolata (6) e a araucária-da-queenslândia (Araucaria bidwillii) (7).
6. Melaleuca lanceolata 7. Araucaria bidwillii

Entre o lago e a rua principal destacam-se exemplares grandiosos de espécies do género Ficus, tais como o F. macrophylla (8), de origem australiana, o sicómoro (F. sycomorus) (9) originário da África oriental e planta citada na Bíblia, ambos notáveis pelo seu porte, e a figueira-dos-pagodes (F. religiosa) (10), de origem Asiática, também conhecido por árvore-de-buda, sagrada para Hindus e Budistas, pois foi à sombra de uma árvore desta espécie que Buda foi iluminado e alcançou o conhecimento perfeito.

8. Ficus macrophylla
9. Ficus sycomorus 10. Ficus religiosa

No mesmo talhão, junto à rua principal encontra-se uma sequóia (Sequoia sempervirens, oferecida ao JBT, em 1962, pelo Mayor de Nova York e por ele plantada. As sequóias, autóctones da América do Norte, incluem árvores de grandes dimensões e pertencem à família das Taxodiáceas.
Atravessando a rua principal do JBT, deparar-se-á com um talhão onde existe uma colecção de gincgos (Ginkgo biloba) (11) com as suas folhas em forma de leque. Trata-se de uma espécie considerada como “fóssil vivo”, pois é também originária da Era Mesozóica, considerada rara pelas reduzidas populações naturais na China. Além desta espécie encontram-se outras também de origem asiática como a falsa-caneleira (Cinnamomum burmanii), a Eucommia ulmoides, a amoreira-branca (Morus alba), o Cotoneaster lacteus, o pitósporo-da-china (Pittosporum tobira), etc.

11. Ginkgo biloba
12. Aleurites moluccana | No talhão do lado esquerdo deste poderá observar bonitos exemplares de nogueira-da-índia (Aleurites moluccana) (12), anoneira (Annona cherimola), sapote-branco (Casimiroa edulis), pitangueira (Eugenia uniflora), açaizeiro-da-praia (Psidium litorale), Metrosideros excelsa, etc. |
No talhão um pouco mais acima, existem algumas espécies de eucaliptos usados em florestação de zonas tropicais.
Ao chegar a uma rua ladeada por palmeiras das ilhas Canárias (13) (Phoenix canariensis) poderá admirar um exemplar centenário de iúca-pata-de-elefante (Yucca gigantea). |
13. Phoenix canariensis |
Virando à esquerda, alguns metros à frente avistará a entrada do “Jardim Oriental” (14). O arco que marca a entrada deste Jardim é uma réplica estilizada, construída em 1940 por ocasião da “Exposição do Mundo Português”, do arco que limita a entrada do “Pagode da Barra”, o mais antigo de Macau – com cerca de dois séculos de existência. Teria sido naquele mesmo local que os portugueses aportaram em 1557.

14. Entrada do “Jardim Oriental”
Trata-se de um local temático - “Jardim Oriental” - que tem como modelo os jardins orientais, com os seus arruamentos, desníveis, jogos de água e espécies típicas daquelas zonas, tais como o chazeiro (Camellia sinensis) (15), diferentes espécies de bambus, palmeiras, fruteiras e outras e que integra diversos motivos alusivos a Macau. Tem sido objecto de recuperação desde 2002. |
15. Camellia sinensis |
Saindo pelo portão superior do Jardim Oriental e continuando a subir, irá ter à esplanada do palácio dos Condes da Calheta – edifício do século XVII - com o seu jardim formal de buxo (16). O Palácio alberga, no 1º andar, a xiloteca do JBT e, desde 2002, encontra-se instalado no rés-do-chão, o Centro de Documentação e Informação do IICT - aberto ao público, com entrada pela rua General João de Almeida.

16. Jardim de buxo
Ao encaminhar-se para a estufa principal do JBT, passará pelo edifício que alberga os serviços administrativos, o laboratório de cultura de tecidos e o Banco de Sementes onde são tratadas e conservadas as sementes anualmente colhidas no Jardim e estufas, as quais são enviadas para instituições congéneres de todo o mundo que as solicitem, ao abrigo da Convenção sobre a Diversidade Biológica e outras que derivam desta. A seu lado, existe outro edifício, construído por ocasião da Exposição do Mundo Português cujo átrio está decorado com originais painéis de azulejos relativos a temas tropicais.
| Poderá em seguida deter-se na colecção de espécies suculentas, espaço actualmente em recuperação, e observar exemplares gigantescos de espécies do género Cereus (17), bem como entre outros, dos géneros Aloe, Euphorbia, Hilocereus e Opuntia. |
17. Cereus sp. |
Frente à estufa principal do JBT, edificada em 1914 e temporariamente encerrada ao público, detenha-se para admirar a sua estrutura em ferro (18). Esta estufa alberga uma colecção essencialmente de espécies de climas quentes e húmidos, com interesse económico e científico: especiarias e aromatizantes como a pimenteira (Piper nigrum) e a baunilheira (Vanilla planifolia), estimulantes como os cafeeiros (Coffea spp.), fruteiras como o tamarindeiro (Tamarindus indica), as lechias (Litchi chinensis), a mangueira (Mangifera indica), fornecedoras de amido como diferentes inhames, a mandioca (Manihot esculenta), medicinais como a quineira (Cinchona sp.) e também muitas ornamentais como as heliconias, begónias, orquídeas, etc.

18. Entrada da estufa principal
Descendo por um arruamento bordejado por tílias irá dar a um largo, no centro do qual se ergue um exemplar de araucária-de-norfolk (Araucaria heterophylla) (19), uma das cinco espécies de araucária existentes no JBT. |
19. Araucaria heterophylla |
Depois de se deter para observar diferentes espécies da flora macaronésica, como o vinhático (Persea indica) (20) e o til (Ocotea foetens), e continuando a descer por entre corísias (Chorisa speciosa) e coqueiros-de-jardim (Syagrus romanzoffiana) irá dar à rua principal, ladeada por exemplares imponentes de palmeiras do género Washingtonia (21), a W. filifera, típica de regiões áridas do sudoeste dos Estados Unidos, e a W. robusta originária do noroeste do México.
20. Persea indica |
21. Rua das washingtonias |
Poderá agora dirigir-se para a saída ou descansar num dos recantos aprazíveis deste jardim centenário, que mais do que um simples jardim, é também um centro para a conservação, educação e investigação sobre a biodiversidade vegetal. Esperamos que tenha gostado da visita e que volte em breve.
